Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
4

"Foi o maior susto da minha vida": disse tripulante do avião que aterrou de emergência

Tripulação apanhou "um grande susto", contou esta segunda-feira o comandante dos bombeiros.
12 de Novembro de 2018 às 13:17
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Avião que declarou emergência em pleno voo aterrou no aeroporto de Beja
Um dos tripulantes do avião que aterrou de emergência no domingo em Beja confessou que o incidente foi "o maior susto" da sua vida e a tripulação apanhou "um grande susto", contou esta segunda-feira o comandante dos bombeiros.

Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Beja, Pedro Barahona, explicou que a corporação foi chamada à Base Aérea (BA) N.º 11, onde o avião aterrou de emergência, e acabou por transportar para o hospital da cidade, em duas ambulâncias, dois tripulantes considerados feridos ligeiros, ou seja, dois homens, um de 37 anos, natural do Cazaquistão, e outro inglês, de 54.

Os dois tripulantes "estavam um bocado ansiosos", disse, contando que falou com o tripulante de 54 anos, que foi o primeiro a sair do avião da companhia Air Astana, do Cazaquistão, e lhe disse que a tripulação, composta por seis pessoas, tinha "apanhado um grande susto, porque foi uma emergência bem real".

"Com quem tive mais diálogo foi com o tripulante transportado de 54 anos, que me disse que trabalhava na aviação há 30 anos, nesta empresa [a Air Astana] há dois ou três meses, mas já tinha 30 anos de aviação e tinha sido o maior susto da vida dele", contou Pedro Barahona.

Segundo o comandante, os Bombeiros Voluntários de Beja chegaram à BA11 e ficaram numa posição de espera e prontidão e quem fez a intervenção dentro do avião foram duas equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), uma da Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Beja e outra do helicóptero de Évora.

As equipas do INEM "é que estiveram com os tripulantes e depois decidiriam que dois deles tinham de ser transportados" para o hospital de Beja e trouxeram-nos para as duas ambulâncias, disse Pedro Barahona.

O comandante contou que entrou na ambulância que transportou o tripulante de 54 anos para lhe perguntar a idade e a nacionalidade, "por uma questão de registo", e "ele esteve a desabafar um bocadinho" e mantiveram "uma conversa informal em inglês".

"Contou-me que tinha sido o maior susto da vida dele em 30 anos de experiência de aviação", reforçou Pedro Barahona.

Os dois tripulantes, os únicos elementos da tripulação transportados para o hospital de Beja, foram observados no serviço de urgência e tiveram alta logo no domingo, o de 37 anos cerca das 17h30 e o de 54 anos por volta das 18h45, disse à Lusa fonte da Unidade Local da Saúde do Baixo Alentejo.

O avião Embraer da Air Astana, que descolou de Alverca às 13h21 e declarou emergência, esteve algum tempo a sobrevoar a região a norte de Lisboa e o Alentejo, numa trajetória irregular.

A aeronave foi depois escoltada por dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa (FAP), que a acompanharam e orientaram até à aterragem na BA11, o que aconteceu às 15h28, à terceira tentativa.

Uma fonte aeronáutica avançou no domingo à Lusa que o avião, que tinha como destino Minsk, capital da Bielorrússia, sofreu uma "falha crítica nos sistemas de navegação e de controlo de voo".

O porta-voz da FAP, tenente-coronel Manuel Costa, adiantou esta segunda-feira à Lusa que o avião está numa placa de estacionamento da BA11.

"Agora há todo um processo que tem a ver com a investigação do que é que se passou e de reparação da aeronave", ao qual a FAP é "completamente alheia" e sobre o qual "não tem qualquer controlo", referiu.

Segundo Manuel Costa, uma equipa de investigadores do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários, que está a investigar o incidente, esteve no domingo na BA11, entre cerca das 18h00 e as 21h30.

Numa conferência de imprensa, no domingo à noite, o comandante da BA11, o coronel piloto-aviador Fernando Costa, foi questionado pelos jornalistas sobre se este foi o incidente mais grave de aterragem de emergência naquela base e respondeu: "sim, seguramente".

Fernando Costa disse que a aterragem de emergência provocou "alguns danos ligeiros em termos de iluminação lateral das bermas da pista" da BA11 onde o avião aterrou, mas "nada de muito relevante, comparativamente ao incidente e como ele terminou".
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)