Marcelo Rebelo de Sousa assinala a data ao participar esta quarta-feira, às 11h00, numa missa em Figueiró dos Vinhos.
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O violento incêndio que deflagrou ao início da tarde de 17 de junho de 2017, há precisamente três anos, no concelho de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, provocou a morte a 66 pessoas, no mais mortífero fogo registado em Portugal.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinala esta quarta-feira a data, ao participar às 11h00 numa missa em Figueiró dos Vinhos, concelho vizinho a Pedrógão Grande e que também foi atingido pelas chamas.
Também a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, participa na missa, na igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo.
O fogo de Pedrógão Grande provocou ainda a destruição de meio milhar de casas e 50 empresas, além de centenas de feridos.
Mais de dois terços das vítimas mortais (47 pessoas) seguiam em viaturas e ficaram cercadas pelas chamas na Estrada Nacional 236-1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no interior norte do distrito de Leiria, ou em acessos àquela via.
Estimativas feitas pouco tempo depois dos incêndios apontavam para que os prejuízos provocados na floresta ultrapassassem os 83 milhões de euros, enquanto os danos em habitações ascendiam a mais de 27,6 milhões de euros, na indústria e turismo a perto de 31,2 milhões de euros, na agricultura a 20 milhões de euros e noutras atividades económicas a mais de 27,5 milhões de euros.
Os danos provocados em infraestruturas municipais foram então avaliados em cerca de 20 milhões de euros e na rede viária nacional em perto de 2,6 milhões de euros.
Em outubro do mesmo ano, vários fogos que atingiram sobretudo a região Centro provocaram a morte a 50 pessoas.
O Conselho para a atribuição de indemnizações às vítimas do incêndio de Pedrógão Grande e dos de outubro de 2017 fixou, em final de novembro desse ano, em 70 mil euros o valor mínimo para privação de vida.
As mortes provocadas pelo incêndio de Pedrógão levaram o Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra a abrir um inquérito que investigou as responsabilidades no fogo.
Também o processo de reconstrução das casas ardidas levou o Ministério Público de Coimbra a abrir um inquérito.
A investigação resultou numa acusação contra 28 arguidos pela alegada prática de 20 crimes de burla, 20 crimes de prevaricação de titular de cargo político, 20 crimes de falsificação de documentos, um crime de falsidade informática e um crime de falsas declarações.
A Assembleia da República aprovou por unanimidade, a 7 de junho de 2019, um projeto de resolução que consagra o dia 17 de junho como Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais.
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