Um inquérito mundial sobre sexualidade concluiu que Suécia, Dinamarca e Noruega são dos países onde menos se pratica sexo seguro. Na Índia, Vietname e Espanha, por outro lado, é onde menos se arrisca, concluiu a ‘Sondagem Global do Sexo’, realizada pela empresa Durex, que não incluiu Portugal.
De acordo com o estudo que inquiriu 350 mil pessoas de 41 países, na Suécia e na Dinamarca 64 por cento das pessoas têm sexo sem preservativo e sem conhecerem o histórico sexual do parceiro. Na Noruega, esse é o caso de 58 por cento das pessoas, tal como no Japão e na África do Sul, país com uma alta taxa de infecção pelo vírus da sida.
A Norte do Globo, as preocupações são outras. A Islândia é o país onde mais pessoas (52 por cento) usam vibradores. Os islandeses são também o povo que perde a virgindade mais cedo – aos 15,7 anos, em média.
O inquérito concluiu também que a França é o país onde as pessoas fazem mais sexo por ano (137 relações, ou seja, mais de duas e meia por semana). Em segundo lugar aparece a Grécia, com 133 relações por ano. A média global é de 103 relações por ano, o que corresponde a menos de duas por semana. Para o sexólogo José Pacheco, os números “não são surpreendentes”, embora sublinhe que “neste tipo de inquéritos, as pessoas dizem o que querem e pode haver algumas distorções. Os franceses são capazes de ter distorcido mais do que os outros”.
Sobre a média mundial de 103 relações por ano, Pacheco considera difícil tirar daí conclusões, uma vez que “entre as várias faixas etárias, ou sub-grupos sociais, pode haver grandes variações”. Apesar de não ter sido incluído no estudo, Portugal é, na opinião do especialista, capaz de andar dentro da média. “Desde a globalização que estamos muito parecidos com os outros países.”
BRASILZINHO
A teoria de que o clima ameno convida à prática sexual não se confirma no estudo, onde o Brasil aparece em 32.º lugar, com apenas 96 relações por ano, um resultado bem abaixo da média, suplantado até pela gélida Finlândia (97).
PRELIMINARES
O Reino Unido é o país onde as pessoas gastam mais tempo a preparar o clima para o acto sexual (22,5 minutos, em média). Na Tailândia, as pessoas gostam de ir directo ao assunto e perdem menos tempo com os preliminares (11,5 m).
ITÁLIAZONA
Embora a França seja o país onde se faz mais sexo, é Itália quem lidera o ‘ranking’ dos orgasmos, com 61 por cento de actos bem concluídos, capítulo em que os franceses aparecem apenas em 34.º, com não mais do que 31 por cento.
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