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Inspetor confessa 37 pesquisas para rede

Inspetor diz que expediente era normal na Polícia.

02 de fevereiro de 2016 às 01:00

A acusação diz que fiz 37 pesquisas [na base de dados da PJ] sem estar a trabalhar no âmbito de nenhum processo. É verdade. Aliás, fiz mais do que essas 37, só que não ficaram registadas porque o sistema permite aceder sem deixar rasto." A confissão foi feita esta segunda-feira no Tribunal do Seixal por João de Sousa, o inspetor da Judiciária que está a ser julgado, com mais 33 arguidos, num esquema de fraude fiscal associada ao negócio do ouro, corrupção, recetação e associação criminosa, entre outros crimes.

"Eram dados sobre matrículas, informações sobre pessoas... Reconheço que não é eticamente correto, mas é algo absolutamente normal na PJ, é um padrão normal", disse. Em causa está o facto de João de Sousa usar meios da PJ ao serviço da rede de Paulo Martinho, o cabecilha do grupo que terá feito uma fraude ao Estado no valor de 6,6 milhões de euros.

João de Sousa garantiu que as pesquisas permitiam obter informações sobre suspeitos e alguns casos até terminaram em processo, como foi o caso de uma mulher búlgara que foi investigada a pedido de Paulo Martinho. "Fiz isto a várias pessoas. Era a minha forma de trabalhar e era do conhecimento de quem me coordenava que eu operava assim", explicou o inspetor, na altura colocado em Setúbal, onde investigava homicídios e crimes sexuais.

João de Sousa terá feito pesquisas sobre pessoas relacionadas com Paulo Martinho e verificado se o ourives estava a ser investigado pela Unidade de Informação Financeira por corrupção e branqueamento.

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