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Juiz tem insistido no papel de namorada de Marcelo

Carlos Alexandre tem feito questões sobre a comissão de partes relacionadas nas contestações a arresto de bens.

06 de janeiro de 2019 às 09:42

O juiz Carlos Alexandre tem insistido no papel da Comissão de Partes Relacionadas do BES e de Rita Amaral Cabral, namorada do atual Presidente da República, nas inquirições que têm sido feitas sobre contestações ao arresto de bens de antigos administradores do GES.

O juiz de instrução tem dirigido as questões dos interrogatórios para a eventual necessidade de emissão de um parecer por parte daquela comissão sobre os produtos do GES vendidos ao balcão do banco, apurou o CM.

A comissão de partes relacionadas, em que estavam Rita Amaral Cabral, Joaquim Goes e Horácio Afonso, tinha como função cumprir a separação efetiva entre o grupo de empresas da família Espírito Santo e o banco, no âmbito do ‘ringfencing’ – estratégia de defesa – imposto pelo Banco de Portugal.

Segundo o ‘Sol’, nas inquirições realizadas por causa da contestação ao arresto de bens apresentada pelo ex-administrador do BES e GES, José Manuel Espírito Santo, o juiz Carlos Alexandre terá interrompido o depoimento de Paulo Padrão, ex-diretor de comunicação do BES e genro de José Manuel Espírito Santo, para recentrar a questão no papel de Rita Amaral Cabral.

"Foi aqui dito em incidentes que a comissão era chamada a opinar sobre folhetos antes de ir ao comité ALCO. E que figurava nesta comissão a Dra. Rita Amaral Cabral. Foi dito por outras pessoas... Rejeita isto? Alguma vez assistiu a essa comissão", indagou. Padrão tinha explicado à defesa de José Manuel Espírito Santo que a comissão se dedicava a acompanhar "coisas tipo crédito à habitação de administradores".

Foi aí que surgiu a interrupção de Carlos Alexandre, que frisou a Padrão: "Acho que é altura de em Portugal todos assumirem as suas responsabilidades". Segundo o ‘Sol’, o juiz clarificou que "o que disseram aqui é que esta comissão foi chamada a dar pareceres sobre os produtos que foram para os balcões e deu parecer positivo".

Segundo informação recolhida pelo CM, o papel da Comissão de Partes Relacionadas não consta da oposição da defesa de José Manuel Espírito Santo ao arresto e não tem sido seguido como linha de defesa pelo advogado Rui Patrício.

O CM contactou Rui Patrício, que disse não ter comentários a fazer sobre o processo, e tentou, sem sucesso, contactar Paulo Padrão.

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