Primeiro reforço de meios vai acontecer a 15 de maio, estando previstos para esta fase, que se prolonga até 31 de maio, 11.851 elementos, 2.017 equipas, 2.576 viaturas e 37 meios aéreos.
Os meios envolvidos este ano no combate aos incêndios rurais vão ter um ligeiro aumento em relação a 2025, estando previstos para os meses mais críticos um total de 15.064 operacionais e 76 meios aéreos.
Os meios estão previstos na Diretiva Operacional Nacional (DON) que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, a que Lusa teve acesso, e que foi esta sexta-feira aprovada na reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil presidida pelo novo ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Segundo a diretiva, o dispositivo terrestre contará com uma disponibilidade de 15.064 operacionais, 2.576 equipas, 3.438 viaturas e 76 meios aéreos durante o período de maior empenhamento de meios, entre 1 de julho e 30 de setembro, denominado 'nível Delta'.
Nestes meses vão estar ao serviço 50 máquinas de rastos, sendo o meio que é mais reforçado este ano para o combate aos fogos, contando os operacionais com mais 24 do que em 2025.
No mesmo período do ano passado, estiveram operacionais 15.024 elementos de 2.567 equipas, 3.411 veículos, 26 máquinas de rasto e os meios aéreos ao serviço não ultrapassaram os 71, existindo algumas alturas em que não chegaram aos 70 devido a avarias.
O documento, assinado pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, destaca quais os meios que estão em permanência no combate aos fogos e aqueles que podem vir a ser mobilizados num prazo de 24 horas em caso de necessidade.
Os operacionais envolvidos no DECIR são elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, na sua maioria, Força Especial de Proteção Civil, militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, Forças Armadas e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais, além de trabalhadores da empresa AFOCELCA (empresa de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais).
De acordo com a diretiva, os bombeiros das associações humanitárias envolvidos totalizam 11.409, mas têm uma capacidade de mobilizar até 21.623 operacionais.
O primeiro reforço de meios vai acontecer a 15 de maio, estando previstos para esta fase, que se prolonga até 31 de maio, 11.851 elementos, 2.017 equipas, 2.576 viaturas e 37 meios aéreos.
A diretiva prevê ainda um novo reforço de meios de combate a 01 de junho, que volta a aumentar a 01 de julho, quando o DECIR está na sua máxima capacidade de resposta.
Os 76 meios aéreos de combate e vigilância vão estar disponíveis entre 01 de junho e 30 de setembro e dividem-se entre helicópteros bombardeiros ligeiros, médios e pesados, aviões bombardeiros médios e pesados, aviões e helicópteros de reconhecimento, avaliação e coordenação e sistemas de aeronaves não tripuladas.
A DON ressalva que os meios definidos para cada período podem "serem ajustados em função de alterações significativas do risco de incêndio rural".
A diretiva que estabelece o DECIR é elaborada para "garantir a organização da resposta e a eficácia das ações no terreno" e define anualmente o modelo de atuação das forças envolvidas, a articulação entre as mesmas e a gestão integrada dos meios de combate.
Na reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, órgão de coordenação política em matéria de proteção civil que reúne ordinariamente nos meses de abril e outubro e, extraordinariamente, sempre que se revele necessário, também foi aprovada a Diretiva Integrada de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais 2026.
O DECIR vai ser apresentado na segunda-feira pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.
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