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“Mais meios! Isto vai arder tudo”, pedem bombeiros em aflição

CM revela exaustão e desespero dos operacionais no local.

18 de outubro de 2017 às 01:30

O desespero atingiu mais do que populações no domingo. Também os bombeiros que tentavam dar resposta a todas as ocorrências se viram cercados pelas chamas incontroláveis e, mais uma vez, sem acesso à rede SIRESP, que foi abaixo no momento em que era mais necessária. Uma falha que terá contribuído para as 41 mortes, mais de 60 feridos e um rasto de destruição em dezenas de locais da região Centro.

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Comunicações entre CDOS de Viseu e bombeiros revela pânico e falta de meios

Pelo menos 45 antenas que servem de base ao sistema foram destruídas pelo fogo – e os operacionais no terreno tiveram de recorrer à velha Rede Operacional dos Bombeiros (ROB), um sistema analógico implantado na década de 80.

Nas comunicações entre o CDOS de Viseu e os comandantes das corporações e elementos no terreno, a que o CM teve acesso, é percetível a falta de meios e a incapacidade de comunicar com quem estava a coordenar as operações.

"CDOS de Viseu, aqui comandante de Santa Comba. Neste momento, na povoação de Cagido há chamas a chegar às casas na povoação", ouve-se no registo áudio. "Ok. Faz o que puderes, pá. Isto está completamente perdido…", foi a resposta do outro lado.

E logo cai outro pedido de ajuda desesperado: "Comandante de Santa Comba, aqui Morais. Mete aqui um carro. Há casas a arder aqui no Coval, está tudo rodeado de fogo, fogo dentro da povoação… Não tenho hipótese. Isto vai arder tudo". Mas novamente a resposta foi negativa: "Não temos hipótese nenhuma."

Ouvem-se também expressões como "isto está uma calamidade" ou "vai ser uma catástrofe".

Fogo destrói 45 antenas do SIRESP   

As chamas que assolaram o centro de Portugal terão destruído cerca de 45 antenas SIRESP, apurou o CM. Patrícia Gaspar, adjunta de comando da Proteção Civil, admitiu, na segunda-feira, que houve falhas de comunicação no sistema integrado que permite que todos os elementos da Proteção Civil – entre polícias e bombeiros – possam comunicar entre si.

A Altice/PT, responsável pela gestão da rede SIRESP – que é alimentada por cerca de 500 antenas fixas em todo o País – admitiu mesmo que 50 sítios estão a funcionar em modo local.

O CM tentou confrontar o MAI com esta situação, mas até ao fecho desta edição não foi possível ter uma resposta.

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