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Correio da Manhã

Portugal
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Mergulhadores continuam impedidos de entrar na água da pedreira da Borba

Riscos de segurança limitam buscas por três vítimas. Água continua a ser bombeada e fundo e mapeado.
Lusa 28 de Novembro de 2018 às 11:58
Operações de resgate na pedreira de Borba
Pedreira em Borba
Pedreira em Borba
Operações de resgate na pedreira de Borba
Pedreira em Borba
Pedreira em Borba
Operações de resgate na pedreira de Borba
Pedreira em Borba
Pedreira em Borba
As operações na pedreira de Borba onde há ainda três pessoas desaparecidas continuam esta quarta-feira, pelo 10.º dia de buscas, com o reforço da bombagem de água e o mapeamento do fundo, disse fonte da Proteção Civil.

A fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora adiantou à agência Lusa que se mantém suspensas as ações com mergulhadores devido à falta de condições de segurança.

O mapeamento do fundo da pedreira mais profunda, com um plano de água maior e onde as autoridades procuram, pelo menos, três desaparecidos, está a ser feito por equipas da Marinha e do Instituto Hidrográfico, com a utilização de um sonar.

"Continua a retirada de água com a instalação de mais motobombas", disse a mesma fonte, referindo que as operações envolviam hoje de manhã 21 operacionais e 15 viaturas.

A água, que é encaminhada para uma ribeira limítrofe, está a ser retirada da pedreira mais profunda, que se encontra "em suspensão de lavra" (sem atividade) e onde as autoridades procuram os desaparecidos, que seguiam em duas viaturas automóveis no momento da derrocada da estrada.

Nesta pedreira onde estão concentradas agora as operações, a "acessibilidade de veículos e de equipamentos" é "muito limitada", indicou já o comandante distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Évora, José Ribeiro, prevendo que drenagem de água vai levar algum tempo.

Segundo José Ribeiro, as autoridades desconhecem ainda a localização das duas viaturas que foram arrastadas.

O deslizamento de um grande volume de terra na estrada 255 entre Borba e Vila Viçosa, no distrito de Évora, provocou a deslocação de uma quantidade significativa de rochas, de blocos de mármore e de terra para o interior de duas pedreiras contíguas no dia 19 deste mês, às 15h45.

O acidente, segundo a Proteção Civil, provocou a morte de dois trabalhadores da empresa de extração de mármores da pedreira contígua, que se encontrava ativa, o maquinista e o auxiliar de uma retroescavadora, cujos corpo já foram recuperados.

O corpo da segunda vítima mortal foi retirado no sábado à noite (cerca das 22h00) da pedreira que se encontrava ativa.

O primeiro trabalhador foi resgatado sem vida da mesma pedreira no dia seguinte ao acidente.

O Ministério Público instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, que é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação penal (DIAP) de Évora, e duas equipas da Polícia Judiciária estão a proceder a averiguações.

O Governo pediu uma inspeção urgente ao licenciamento, exploração, fiscalização e suspensão de operação das pedreiras situadas na zona de Borba.
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