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Ministra da Justiça diz que Estado responderá ao Tribunal Europeu sobre queixa de Sócrates

José Sócrates considerou que o facto de o TEDH ter pedido esclarecimentos constitui uma "vitória judicial".

15 de maio de 2026 às 11:34

A ministra da Justiça disse esta sexta-feira que o Estado português responderá ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) dentro do prazo fixado sobre a queixa apresentada pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates relativa ao processo Operação Marquês.

"O Estado português foi notificado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para esclarecer três pontos, que estarão esclarecidos dentro do prazo que lhe foi fixado", esclareceu Rita Alarcão Júdice em declarações aos jornalistas, à margem da conferência sobre o regime de maior acompanhado, que decorre esta sexta-feira no Centro de Estudos Judiciários, em Lisboa.

A ministra da Justiça considerou que a queixa apresentada pelo antigo primeiro-ministro socialista no TEDH "está dentro dos direitos que assistem a qualquer cidadão - poder recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos - e o engenheiro José Sócrates não é diferente".

Em abril, o TEDH pediu esclarecimentos ao Estado português sobre a duração e fugas de informação no processo Operação Marquês, depois de, em julho de 2025, o ex-primeiro-ministro, principal arguido no processo, ter apresentado queixa junto deste tribunal por considerar estar a ser alvo de uma violação do princípio do direito a um julgamento equitativo.

Num texto divulgado em abril, o TEDH perguntou às partes envolvidas se consideram que a duração do processo é "compatível com as condições de um julgamento num 'prazo razoável'", conforme estipulada na Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

O TEDH quer também saber se houve uma violação dessa convenção devido "à fuga de alguns elementos do processo de inquérito criminal para os meios de comunicação social", esclareceu.

"Em particular, terá o Estado, no caso em apreço, cumprido as obrigações que lhe incumbiam a fim de evitar estas fugas de informação e garantir o direito do requerente ao respeito pela sua vida privada?", perguntou o tribunal.

O tribunal perguntou ainda se José Sócrates teve direito a um "recurso efetivo para fazer valer as queixas que apresenta" junto do TEDH.

Em conferência de imprensa em Bruxelas, José Sócrates considerou que o facto de o TEDH ter pedido estes esclarecimentos constitui uma "vitória judicial" e é "uma decisão a todos os títulos extraordinária", afirmando que "mais de 90%" das queixas apresentadas junto deste tribunal costumam ser rejeitadas.

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