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Correio da Manhã

Portugal
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Moradores lutam para travar mais demolições em Faro

Posse administrativa de 14 casas está marcada para o dia 7 de novembro.
Tiago Griff 23 de Outubro de 2018 às 09:32
Máquinas poderão regressar ao núcleo do Farol e dos Hangares nos próximos meses para demolir mais 14 casas
Ilha da Culatra
Núcleos do Farol e dos Hangares, na ilha da Culatra
Máquinas poderão regressar ao núcleo do Farol e dos Hangares nos próximos meses para demolir mais 14 casas
Ilha da Culatra
Núcleos do Farol e dos Hangares, na ilha da Culatra
Máquinas poderão regressar ao núcleo do Farol e dos Hangares nos próximos meses para demolir mais 14 casas
Ilha da Culatra
Núcleos do Farol e dos Hangares, na ilha da Culatra
Os moradores do núcleo do Farol e dos Hangares vão lutar até ao fim para evitar que mais casas sejam demolidas nesta zona da ilha da Culatra, em Faro.

Tal como o CM já noticiou, 14 habitações estão marcadas para demolir por parte da Sociedade Polis Ria Formosa, estando marcada a posse administrativa para o próximo dia 7 de novembro. "Vamos comunicar a todos os associados que, de alguma forma, se manifestem contra estas tomadas de posse da habitações da ilha".

A garantia é de Feliciano Júlio, presidente da Associação do Núcleo Habitacional do Farol que, juntamente com os Hangares, vão ter mais habitações demolidas no início do próximo mês por parte da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, realçando, no entanto, que se "mostre o descontentamento sem ofensas corporais".

Ao todo serão 14 as habitações alvo de posse administrativa (oito no Farol e seis nos Hangares). Fazem parte do processo das dezenas de demolições que tiveram lugar em 2017 e em abril deste ano nestes dois núcleos, mas conseguiram manter-se de pé devido a providências cautelares entregues no Tribunal Administrativo de Loulé.

No entanto, neste momento "esgotou-se a luta legal", assume Feliciano Júlio.

Argumento para demolir é a falta de segurança 
O principal argumento da Sociedade Polis Ria Formosa e do Ministério do Ambiente, que recusa travar o processo, é a falta de segurança das casas, uma vez que não podem estar a menos de 40 metros da linha de água. No entanto, as estruturas em betão já estão no local há vários anos.

Casas sinalizadas são de segunda habitação
As casas marcadas para serem demolidas são todas de segunda habitação e, por isso, não há risco de haver desalojados. No entanto, muitas destas são casas que já foram construídas há várias décadas e ainda servem de apoio a alguns mariscadores que moram na ilha.

PORMENORES 
Chumbo na Assembleia
A última tentativa de travar o processo, através de uma resolução do PCP, foi chumbada na Assembleia da República pelo PS, PSD, CDS-PP e PAN.

Núcleo piscatório
A Culatra foi oficialmente reconhecida pelo Governo como um núcleo residencial piscatório consolidado, o que irá permitir o licenciamento das casas.
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