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Correio da Manhã

Portugal
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Mulher corre atrás de cadela e morre atropelada

Maria Freitas, idosa de 82 anos, seguiu animal que fugiu para a estrada e foi brutalmente colhida.
José Eduardo Cação 20 de Outubro de 2018 às 01:30
Maria Freitas, de 82 anos, não resistiu aos ferimentos
Veículo envolvido no atropelamento mortal da mulher
Idosa passeava a cadela, como era habitual, na rua D. Miguel
Maria Freitas, de 82 anos, não resistiu aos ferimentos
Veículo envolvido no atropelamento mortal da mulher
Idosa passeava a cadela, como era habitual, na rua D. Miguel
Maria Freitas, de 82 anos, não resistiu aos ferimentos
Veículo envolvido no atropelamento mortal da mulher
Idosa passeava a cadela, como era habitual, na rua D. Miguel
"Acho esquisito a cadela ter fugido porque quando fui até ao local ela tinha a trela presa no pulso. Provavelmente rebentou", conta ao CM Isaura Teixeira, de 50 anos, ainda consternada com a morte da vizinha, Maria Freitas, de 82, atropelada esta sexta-feira de manhã na rua Dom Miguel, em Gondomar, enquanto passeava com a sua cadela.

O animal terá fugido para a estrada e ao tentar alcançá-lo a idosa acabou por ser brutalmente colhida. Ainda foi assistida pelos bombeiros de São Pedro da Cova e INEM, mas o óbito foi declarado no local.

"Ela fazia esta volta com a cadela todos os dias. Ainda hoje esteve aqui à minha porta. Seguia sempre pelo passeio e tinha o cuidado de atravessar nas passadeiras. Hoje foi meter-se nestes trabalhos", diz Isaura Teixeira. Apesar das intervenções a nível de segurança, a população continua a considerar aquela rua bastante perigosa.

"Já morreram três pessoas em frente à capela, ao atravessar a passadeira. É preciso mais segurança senão vai haver mais mortes", diz ao CM José Fernandes, residente na zona.

A idosa, natural de Ribeira de Pena, Vila Real, residia há vários anos naquela rua de Gondomar, depois de ter regressado de França, onde trabalhou na agricultura. Deixa duas filhas – uma delas residia com a vítima –, dois netos e dois bisnetos.
A cadela, de nome Mimi, também acabou por ser atropelada, sofrendo ferimentos graves.

Num primeiro momento foi levada ao canil pela PSP e depois para uma clínica veterinária, em Rio Tinto. O carro era conduzido por uma mulher, que permaneceu no local.

PORMENORES 
Energia
Além de passear com a cadela todos os dias, Maria Freitas era conhecida na zona por ir à missa diariamente. Era uma pessoa independente que possuía, segundo os vizinhos, "uma energia contagiante".

Apaixonada
Segundo Isaura Teixeira, a cadela da vítima é "uma cadela de cor preta com pelo aos caracóis, uma espécie de caniche mas misturada". Diz ainda que "a Maria era apaixonada por ela".

Condutora
Devido ao violento embate o carro ficou com o capô e o vidro frontal bastante danificados. A condutora ficou no local durante os trabalhos dos bombeiros e da PSP, recebendo apoio familiar.
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