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Neto afastado da avó nas Caldas da Rainha por crime de violência doméstica

Jovem, de 20 anos, agredia fisica e verbalmente a vítima.

14 de março de 2026 às 10:09

Um homem de 20 anos está proibido de contactar a sua avó de 64, depois de ter sido detido pelo crime de violência doméstica, anunciou este sábado a Polícia de Segurança Pública (PSP) de Leiria.

Numa nota de imprensa, o Comando Distrital de Leiria da PSP informa que deteve no domingo, 8 de março, "um homem, de 20 anos de idade, pela prática do crime de violência doméstica", através da Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Caldas da Rainha.

"O homem foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de afastamento e proibição de contactos com a vítima, bem como a instalação de dispositivo de alerta", anuncia.

No documento a PSP indica que a detenção ocorreu fora de flagrante delito e em cumprimento de mandado de detenção, no âmbito de "uma investigação que indicia o homem pela prática reiterada de atos de violência contra a sua avó, de 64 anos de idade, com quem residia há cerca de três meses".

"De acordo com os factos apurados, o jovem adotava um comportamento agressivo e intimidatório, recorrendo a agressões físicas, verbais e ameaças dirigidas à vítima", lê-se.

Entre outros episódios, diz a PSP, "terá empurrado a vítima contra uma parede da habitação, proferido diversos impropérios e ameaças à sua integridade física, incluindo ameaças de morte".

"Para além da violência física e psicológica, o suspeito provocava ainda danos no interior da residência, destruindo mobiliário e outros bens, exercendo igualmente pressão de natureza económica e patrimonial sobre a vítima", relata.

A PSP refere que "muitos destes comportamentos ocorriam também em espaços públicos, onde a vítima era alvo de humilhação e intimidação por parte do homem".

Segundo o comunicado, o neto vivia com a sua avó, de quem depende economicamente, desde o final de 2025, depois de ter residido com outro familiar em Lisboa, onde era acompanhado em consultas de natureza psicológica.

"Apesar de sofrer de uma patologia do foro mental e de ter sido seguido por especialistas, o homem terá abandonado o acompanhamento clínico, não se encontrando atualmente em tratamento", indica.

No documento a PSP refere que "a vítima já havia solicitado ajuda no final de 2025, procurando que o neto recebesse acompanhamento psicológico adequado, de forma a melhorar o seu comportamento".

À avó foi atribuído o "estatuto de vítima especialmente vulnerável no âmbito do crime de violência doméstica, o qual confere um conjunto de direitos e medidas específicas de proteção e apoio", acrescenta a PSP.

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