A casa de um vizinho caiu em cima de Manuel e João. Não muito longe, Diana morreu com a filha nos braços.
Na rua Luso-Brasileira, na freguesia do Monte, o cheiro a lama e o barulho ensurdecedor dos trabalhos de limpeza não deixam esquecer a tragédia de pai e filho, que foram esmagados dentro do carro pela queda de uma casa. Desde sábado, só se anda a pé naquela zona. Manuel Jorge de Freitas, de 40 anos, e João de Freitas, de pouco mais de 60, saíram de casa bem cedo no fatídico sábado passado. A dormir ficaram os dois gémeos de Manuel, com apenas cinco anos, que agora não têm pai.
'Eles vinham de cima, coitados', diz baixinho Artur, proprietário da casa que esmagou os dois homens. As fortes enxurradas arrastaram terra e pedras que só pararam na casa do homem, que não consegue esquecer os dois corpos dentro de um Opel cobertos de lama. 'Soube mais tarde que eles vinham das compras. Eu não podia fazer nada', disse, procurando convencer-se da impotência para salvar as duas pessoas. 'Nem tu nem ninguém', gritou-lhe o vizinho.
Artur está visivelmente triste. As palavras soltas e algo desconexas deixam transparecer a fadiga de noites seguidas sem dormir. Afinal, viu morrer o pai de dois meninos à sua frente. Homem de poucas palavras, vira as costas, não sem antes dizer: 'Agora vou tentar ao menos levantar a casa.'
Na mesma encosta, nova tragédia. No caminho do Poço do Morgado, em Trapiche, Benvinda Leitão e a neta Sara Beatriz foram arrastadas pela força das águas. A violência do embate das árvores na casa onde Benvinda tentou salvar--se com a neta tornou impossível a luta pela vida. As ruas ainda estão cheias de água e lama, e a família está isolada à espera de poder realizar os funerais. Os vizinhos pouco comentam sobre o desespero da família, que viu avó e neta serem esmagadas. 'Foram mais duas vítimas deste pesadelo', desabafam. Também em Trapiche, outra família ficou desfeita. Diana Raquel Pereira, de 20 anos, e Soraia Pereira, de 16 meses, foram esmagadas. Uma grua das obras numa ponte caiu sobre elas, impedindo a fuga ao aluimento de terras.A jovem morreu com a bebé nos braços. Só ontem mãe e filha foram encontradas, no meio dos escombros.
PORMENORES
FISCO ADIA DECLARAÇÕES
A Direcção Regional dos Assuntos Fiscais da Madeira prolon-gou o prazo para entrega das declarações fiscais dos contribuintes (que terminava esta semana) até ao próximo dia 5 de Maio.
PREJUÍZOS DE 10 MILHÕES
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal informou ontem, em nota de imprensa, que uma primeira estimativa aponta para mais de duas centenas de lojas danificadas no centro do Funchal e um valor de prejuízos superior a 10 milhões de euros.
MINISTRO DÁ 50 MILHÕES
O ministro da Economia, Vieira da Silva, anunciou ontem no Funchal, depois de visitar as zonas afectadas pelo temporal e de uma reunião com empresários, um financiamento para a recuperação do tecido empresarial da Madeira na ordem dos 50 milhões de euros.
CIDADE PRONTA
O presidente da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque, quer ter os espaços públicos da cidade prontos no fim-de--semana, mas admite que isso não vai acontecer com os estabelecimentos comerciais.
SEGUROS ENVIAM PERITOS
A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) colocou à disposição dos sinistrados um formulário on-line (www.apseguradores.pt) que permite a quem não consiga localizar os contratos de seguro saber qual a companhia a que se deve dirigir. A associação, liderada por Pedro Seixas Vale, já fez deslocar para o arquipélago da Madeira equipas de peritos e gestores de sinistros, para reforçar a capacidade de resposta local.
As seguradoras não adiantam, para já, valores dos prejuízos, mas referem que as primeiras indicações recebidas pelas companhias apontam para um montante 'muito elevado'.
'ÁGUA LEVOU O MEU AMOR'
A água passou, com ela meu amor levou. Amar-te-ei para sempre.' O dilúvio de sábado tirou a vida a José Carmo, deixando desolada Susana. A mulher e as duas filhas, tal como muitas outras famílias, escolheram as páginas dos jornais da Madeira para prestar homenagem às vítimas do temporal.
Na freguesia de Santo António, a mais massacrada, morreram 15 pessoas. O corpo de Francisca, de três anos, foi um dos primeiros a ser encontrado, juntamente com o da avó. Só ontem realizaram-se nove funerais nesta freguesia do Funchal, entre os quais três da mesma família: Sara Beatriz, de 4 anos, o padrasto, Gonçalo Fernandes e a mãe deste, Benvinda Leitão. 'Que triste dia aquele que te roubou da minha vida', escreveu a mulher de Gonçalo. Três dias depois do temporal, começaram os funerais das vítimas, mas há famílias que ainda esperam que os corpos sejam encontrados.
'PAPÁ, NÃO VÁS, POR FAVOR'
Freguesia do Monte, Funchal, 16h00. O cortejo fúnebre atrasado em mais de meia hora aumenta a cada segundo a dor, a angústia, o sofrimento. O silêncio e os rostos cansados da tragédia olham para o cimo da encosta. Esperavam Francisco Fernandes Belo, o bombeiro de 48 anos que no passado sábado cumpriu a sua última missão. Agarrou a mão de Teresa Afonso, que estava presa no quintal de casa, e os dois não resistiram à violência da água e da lama. Foram arrastados. Morreram juntos: o herói do Monte e a funcionária do Hospital dos Marmeleiros, também ela enterrada ontem, mas de manhã, na freguesia de São Martinho. Habituados a salvar vidas, não resistiram à força da natureza, que deixou a Madeira a chorar.
'Papá, não vás, por favor', gritava a pequena Joana, sentindo o peso da terra que tapava a urna do pai. O cemitério de Monte parecia ainda mais pequeno. Francisco Belo ia nos braços dos colegas de mais de 20 anos, que silenciavam a dor numa última homenagem.
'Paizinho, porque vais?', perguntava repetidamente a 'menina do papá'. De olhos prostrados no chão, ninguém encontrava resposta. Natália, a viúva, incapaz de se manter em pé, fechava os olhos deixando cair lágrimas que pareciam não acabar. 'Não vamos conseguir viver sem ti', murmurou a filha. Gil, o outro filho, de 21 anos, agarrava, com força, a mão da irmã. 'Foi a maior desgraça que podia ter acontecido', dizia uma mulher apoiada nas escadas do cemitério.
A Madeira florida e alegre está de luto. Os cemitérios da ilha, onde os efeitos da intempérie são bem visíveis, enchem-se de rostos tristes e amargurados, marcados pelo sofrimento, pelo desespero.
Como aconteceu ontem em Santo António, a maior freguesia da ilha da Madeira, com 45 mil habitantes, onde se realizaram sete funerais, entre os quais o de uma criança de cinco anos, do seu padrasto e também da mãe deste. Morreram aqui, nesta zona alta do concelho do Funchal, quinze pessoas.
Os próximos dias serão marcados pelos funerais. Um último adeus a que ninguém consegue ficar indiferente. E enquanto uns vão enterrando os seus mortos, outros desesperam para os encontrar.
'ESTA HORA É MUITO DIFICIL DE ACEITAR'
D. António Carrilho apelou ontem à união das pessoas. 'É preciso força e coragem para prosseguirem os caminhos da vida', afirmou o bispo do Funchal perante centenas de pessoas que encheram o cemitério de Santo António. 'Para quem tem fé este é o momento de especial afirmação dessa fé', disse, reconhecendo que 'esta hora é difícil de aceitar'.
APONTAMENTOS
VISITA DE CAVACO SILVA
O Presidente da República, Cavaco Silva, visita hoje a Madeira para 'ver a dimensão, que parece enorme, da tragédia'.
SAMPAIO QUER AJUDA
O ex-presidente da RepúblicaJorge Sampaio diz esperar quea União Europeia seja solidária.
'A Madeira tem de ser ajudada numa emergência tão grave.'
PSD SOLIDÁRIO
Manuela Ferreira Leite, através de comunicado, manifestou-se solidária com os madeirenses e elogiou a reacção do Governo Regional e dos autarcas.
600 DESLOCADOS
A secretária-geral do Turismoe Transportes, Conceição Estudante, revelou ontem que são 600 os deslocados da catástrofe.
REALOJADOS ON-LINE
A Câmara da Ribeira colocou na sua página on-line umalista de pessoas que foram realojadas de modo a 'descansar'os familiares e conhecidos que poderiam estar preocupados.
CUIDADO COM BURLAS
Foi feito um alerta à população para a existência de burlas, com campanhas falsas de angariação de donativos.
VOLUNTÁRIOS PRECISA-SE
O presidente da Cáritas Diocesana da Madeira, José Barbeito, pede voluntários, alimentos, mobília e têxteis: 'Estas são as necessidades.'
AMI LANÇA CAMPANHA
A AMI está a recolher fundospara a Madeira e já deu 50 mileuros para os primeiros trabalhos. A conta tem o NIB0007 001 500 400 000 00672.
MORTOS AINDA SÃO MISTÉRIO
Quatro dias após a tempestade que deixou a Madeira de luto, as autoridades contabilizam 42 mortos e cerca de 600 desalojados. Mas estes números não reflectem a realidade, ainda mais negra: ainda ontem foram encontrados mais corpos na Ribeira Brava e na Estrada Luso-Brasileira, no Funchal, que não foram incluídos na contabilização. 'Admito que possa haver alguma confusão, mas mantenho que não há mais do que 42 mortes identificadas na região', garantiu Conceição Estudante, secretária-geral do Turismo e Transportes da Madeira. Só Santo António, a maior freguesia, na zona alta do concelho do Funchal, contabiliza o maior número de vítimas da tragédia: 15 mortos.
Por seu lado, Alberto João Jardim diz que na noite de quarta-feira existiam nas morgues 37 corpos. A diferença de números é explicada pelo líder madeirense por os primeiros dados terem sido avançados de forma extemporânea.
Entretanto, continuaram os trabalhos nos três centros comerciais do Funchal, onde pode haver mais corpos debaixo da água e da lama. No Anadia, uma bomba de grande potência continuou a bombear a água para a ribeira João Gomes, mas ontem à noite a água continuava a cobrir o piso -2, persistindo a incerteza da existência de corpos. Já no Oudinot, os trabalhos prosseguem de forma mais lenta – as bombas que puxam a água têm potência muito inferior à máquina que está no Anadia.
No piso -1 estavam 11 automóveis e uma mota 'estacionados e sem que se avistasse qualquer corpo', diz fonte da equipa de resgate.
Mas falta saber como estão os dois pisos abaixo. Uma das dificuldades são as infiltrações. À medida que a água é bombeada para fora, entra mais água pelas paredes, devido à saturação dos solos.
ROSTOS E RELATOS DA TRAGÉDIA
Os depoimentos de dor, tristeza e pânico provocados pelo dilúvio de sábado continuam a marcar os dias na ilha da Madeira.
'ESTAMOS A TIRAR LAMA HÁ TRÊS DIAS'
'Os prejuízos são enormes. Estamos agora a começar a fazer o balanço. Neste momento estamos à espera dos peritos, vamos declarar perda total. Já estamos a tirar lama há três dias', conta Roberto Araújo, de 40 anos, comerciante.
'TENHO SEGURO MAS NÃO COBRE ISTO'
'Há dois dias que deito coisas fora. Abri hoje o café, mas ainda não está a cem por cento. Temos algumas máquinas desligadas porque ainda dão curto-circuito. Tenho seguro, mas não cobre isto', diz Paula Mendonça, 46 anos, comerciante.
'JÁ PERDI ALGUNS BONS NEGÓCIOS'
'Só não morri dentro do meu restaurante porque a Protecção Civil me obrigou a sair. Já perdi negócios. Um em Moçambique, outro na Venezuela e agora esta desgraça', afirma Manuel Ambrósio, de 60 anos, comerciante.
'A LOJA DE ROUPA ESTÁ DESTRUÍDA'
'A nossa loja de roupa ficou totalmente destruída. A secção de vestidos de noiva é uma das mais afectadas. Temos um seguro contra inundações, mas que não cobre este tipo de situação', relata Susana Menezes, 36 anos, comerciante.
'FIZ SANDES PARA AJUDAR ESTA MALTA'
'Fui comprar pão, queijo e fiambre. Fiz umas setenta ou oitenta sandes, com a minha mulher, para distribuir por esta malta que anda aqui a ajudar nas limpezas. Com a força de todos isto vai lá', diz Emanuel Barros, de 41 anos.
'TEMOS ESCUTEIROS NAS LIMPEZAS'
'Temos cerca de 100 escuteiros na rua. Trabalhamos no que podemos, a limpar as ruas. Não é muito pesado mas começa a quebrar-nos emocionalmente', diz Luís Ribeiro, 30 anos, delegado da Protecção Civil Escutista da Madeira.
'QUEM NOS SALVOU FOI UM VIZINHO'
'Quem nos salvou foi um vizinho. Fugimos para a varanda dele, no primeiro andar. Tenho a cave, onde guardava sapatos e malas, completamente destruída. O prejuízo passa os 170 mil euros', relata Ricardo Branco, 42 anos, comerciante.
'PÔR A ILHA OUTRA VEZ COM FLORES'
'Tinha de ajudar nas limpezas. Temos de pôr a ilha outra vez com flores. Recolho alimentos que estão bons nos supermercados afectados. Depois seguem para a Associação Comunitária do Funchal', conta Nini Silva, designer de hotéis.
'NINGUÉM PERDERÁ O POSTO DE TRABALHO'
'Tenho onze lojas destruídas. Ando a avaliar os danos com os peritos dos seguros. Isto foi uma coisa inimaginável. Temos 1500 postosde trabalho, em princípio não será preciso extinguir nenhum', diz Rui Sá, empresário, do grupo Sá.
DESAPARECIDA MARIA HAMMERSCHIMDT
Maria Hammerschimdt é uma jovem que está dada como desaparecida. O apelo consta de um site da internet que tem reunido toda a informação sobre a tragédia na Madeira e que dá conta ainda do desaparecimento de Guilherme Abreu.
FIGURAS PÚBLICAS ASSOCIAM-SE À SIC
Domingo, dia 28, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a SIC realiza uma gala a favor das vítimas da tragédia na Madeira. 'Vão associar-se à causa alguns rostos conhecidos do público, nomeadamente músicos' diz ao ‘CM’ fonte do canal.
ZAPATERO: PROMETE APOIO
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, expressou ontem a sua 'solidariedade' para com os madeirenses e reiterou o seu 'compromisso de apoio'
TURISMO: VIAGENS CANCELADAS
A catástrofe na Madeira já está a causar alguns danos no turismo da região. A agência de viagens Blandy confirmou que já foram registados 'alguns cancelamentos' de reservas
VENEZUELA: CÔNSUL EM REUNIÃO
O cônsul da Venezuela no Funchal, Félix Correa, suspendeu as férias que passava em Caracas para se reunir com a comunidade luso-venezuelana, e antecipou a viagem de regresso
EUA: CONDOLÊNCIAS
O Senado dos Estados Unidos da América aprovou uma resolução na qual expressa o seu pesar e envia sentidas condolências às famílias das vítimas da tragédia na Madeira
POLÍCIA: REGRESSO À ILHA
Há polícias madeirenses que estão a tentar abandonar o continente rumo à ilha para ajudar os colegas no policiamento, resgate dos corpos e remoção do entulho
DANNY: JOGO SOLIDÁRIO
O futebolista madeirense Danny, que joga no Zenit de São Petersburgo, está disponível para participar no jogo que o FC Porto pretende realizar a favor das vítimas
CHUVA: NOTÍCIA NA CHINA
A fotografia de um automóvel enterrado sob uma alta camada de pedras, lama e troncos perto da Ribeira Brava dominava ontem a primeira página de um jornal de Pequim
R. MADRID: DESCONHECE JOGO
O Real Madrid ainda não recebeu qualquer informação do FC Porto sobre o jogo para apoiar as vítimas, pelo que não há qualquer decisão sobre a participação de Ronaldo
MOÇAMBIQUE: MENSAGEM
O presidente moçambicano, Armando Guebuza, enviou uma mensagem de solidariedade a José Sócrates, ao povo e ao Governo de Portugal, devido à tragédia de sábado na Madeira
BRASIL: CONSTERNAÇÃO
O governo brasileiro expressou ontem a sua consternação pelos graves danos causados pelo temporal na Madeira. 'O governo brasileiro estende a sua solidariedade a Portugal'
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