PJ MILITAR PROCESSA EX-SUBDIRECTOR

O director da Polícia Judiciária Militar (PJM), Governo Maia, vai avançar com um processo crime contra o ex-subdirector Alcino Roque pelas acusações proferidas contra aquela instituição.
17.10.02
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Num comunicado divulgado esta tarde, Governo Maia nega as acusações proferidas por Alcino Roque em entrevista concedida à revista Visão, publicada hoje. Nestas declarações, que se sucedem a outras similares denunciadas na passada segunda-feira na TSF, o antigo responsável acusa a existência de graves irregularidades na instituição, como a manipulação de investigações e o surgimento de entraves a certos processos.

Por outro lado, Alcino Roque acusa ainda o ministro da Defesa, Paulo Portas, de não ter reagido ao relatório enviado por si para o ministério, contendo todas as acusações proferidas.

Governo Maia considera que as acusações apontadas por Alcino Roque constituem ‘ofensas graves’, e justifica a acção do seu antigo subordinado com o facto do mesmo não ter aceite que lhe fossem retirados alguns poderes na área financeira. Esta medida foi tomada na sequência de alterações introduzidas na estrutura orgânica da PJM, depois de Abril de 2001, data em que Governo Maia assumiu a direcção da instituição.

Entretanto, fonte do gabinete do ministro Paulo Portas confirma que o relatório do coronel Alcino Roque foi enviado para o auditor jurídico do ministério, o procurador-geral adjunto Santo Soares, logo após a sua análise no ministério.

Alcino Roque assumiu a subdirecção da PJM durante os últimos 16 anos, cargo de que foi exonerado em 1 de Setembro último.

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