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Polícias com medo de procurar apoio psicológico ou psiquiátrico

Sindicato da PSP pediu ao Governo medida legal que permita a agentes manterem remuneração na baixa psiquiátrica.

12 de agosto de 2025 às 01:30
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Polícias com medo de procurar apoio psicológico ou psiquiátrico

O tema dos suicídios nas forças de segurança voltou recentemente à ordem do dia. No corrente ano, sete elementos da PSP e da GNR já tiraram a própria vida com a arma de serviço, mais que em todo o ano passado. Nos últimos 25 anos, são já 189 as mortes (96 da PSP, e 93 da GNR). O Sindicato Independente de Agentes da PSP (SIAP/PSP), entregou à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, uma lista de sugestões para travar este fenómeno. "Muitos polícias, conscientes da necessidade de apoio psicológico ou psiquiátrico, optam por não o fazer porque não podem abdicar de rendimento", disse ao CM Carlos Torres, presidente do SIAP/PSP.

A proposta de conteúdos para a prevenção no âmbito da saúde mental e do suicídio na PSP, a que o CM teve acesso, foi produzida com contributos de polícias, e elementos ligados à área da psiquiatria. A vertente económica da análise do problema, é a mais inovadora já que, defende Carlos Torres, "tenta contrariar um entrave inultrapassável, que afasta os profissionais da ajuda que necessitam". O SIAP/PSP pormenorizou, na proposta que seguiu para o Governo, que os agentes que tenham a baixa psiquiátrica aprovada por uma junta médica, "perdem logo quase metade do salário". "Ficam reduzidos apenas ao salário base, sendo-lhes retirados todos os suplementos", explicou Carlos Torres. O SIAP/PSP defende que as remunerações dos agentes sejam acauteladas, através de um diploma legal a aprovar pelo Governo, o que virá a ajudar a promover a saúde mental no seio desta força de segurança.

Além desta grande mudança, o SIAP/PSP quer ver inseridos, nos currículos dos cursos de formação dos agentes, chefes, e oficiais, módulos de prevenção do suicídio, e que possa chegar a mais pessoas do que a atual formação na área que a PSP ministra. Por fim, conclui Carlos Torres, é necessário criar gabinetes de psicologia a nível das divisões policiais, ampliando a oferta de apoio médico que existe atualmente.

837 elementos da PSP agredidos no ano passado

Outra área a que o Sindicato Independente de Agentes da PSP (SIAP/PSP) está atento é a da violência contra os elementos policiais. Segundo contabilidade própria, 837 agressões foram contabilizadas, contra polícias, em 2024. "Isto equivale a dizer que, a cada 10 horas, um polícia é ferido ou agredido em serviço", explica Carlos Torres, presidente do SIAP/PSP. Há apenas seis ou sete anos, recorda o sindicato, "os casos anuais não ultrapassavam os 300". Assim, defende o SIAP/PSP, "é urgente implementar um subsídio de risco adaptado à realidade atual, que reconheça o perigo real da profissão, e o desgaste físico e psicológico dos polícias". 

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