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Correio da Manhã

Portugal
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Polícias invadem escadaria da Assembleia da República

Mais de oito mil elementos da PSP, GNR, SEF, ASAE, Polícia Marítima e Guarda Prisional manifestaram-se ontem na Assembleia da República. Revolta acabou com invasão das escadarias (atualizado às 00h11)
22 de Novembro de 2013 às 00:11
Elementos das forças de segurança durante o protesto
Elementos das forças de segurança durante o protesto FOTO: CMTV

Primeiro, o rebentamento de vários petardos, logo no largo Camões. Depois, já à chegada a São Bento, pelas 20h00, um grupo de polícias acendeu um tocha de fumo. E rapidamente a tensão escalou. Sob gritos de "Invasão! Invasão", centenas de agentes de todas as forças de segurança que ontem se manifestaram em Lisboa derrubaram as grades que impediam o acesso às escadarias da Assembleia da República e só pararam nas arcadas de entrada do Parlamento. "Desculpem... Juntem-se a nós. O vosso futuro está em nós", diziam os manifestantes aos colegas do Corpo de Intervenção que ali estavam de serviço.

"Não estava à espera disto. Só mostra a revolta com que vivem os polícias", disse Paulo Rodrigues, líder da plataforma que reúne os seis sindicatos mais representativos da PSP, GNR, ASAE, SEF, Polícia Marítima e Guarda Prisional. Mas não só. Membros de outras associações das forças de segurança juntaram-se aos protestos. No total, estiveram mais de oito mil agentes policiais na manifestação de ontem.

"Esta era a única forma de chamar a atenção para os problemas das polícias", dizia um elementos da GNR sentado na escadaria da Assembleia da República.

Apesar dos avanços, ninguém entrou no Parlamento. Questionado sobre a possibilidade de o ministro da Administração Interna abrir um inquérito ao caso, Paulo Rodrigues considerou que "não há razão para haver qualquer inquérito". "Não houve feridos nem danos. Foi um ato simbólico." A organização queria entregar uma petição à presidente da Assembleia da República, mas devido aos acontecimentos tal não aconteceu.

Para César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, a tensão deve-se à situação de desespero por que passam as forças de segurança, "muitos deles já sem dinheiro para dar de comer aos filhos". n

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