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Amesterdão vai receber sede da Agência Europeia do Medicamento

Porto já tinha sido afastado da corrida antes da decisão final.

20 de novembro de 2017 às 15:47

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) vai ter nova sede em Amesterdão. Decisão foi esta segunda-feira anunciada pelo Conselho da União Europeia, após uma votação em que a cidade do Porto foi eliminada.

Recorde-se que a Agência Europeia de Medicamento vai abandonar o Reino Unido devido ao Brexit e esteve nos últimos meses à procura de uma nova sede.

Na primeira volta da votação para a sede da EMA, o Porto recolheu 10 votos, tendo sido a sétima cidade mais votada, a par de Atenas, e atrás de Milão (25 votos), Amesterdão e Copenhaga (ambas com 20), Bratislava (15), Barcelona (13), Estocolmo (12).

Os outros candidatos que esta segunda-feira se apresentaram a votos eram Bona (Alemanha), Lille (França) e Sófia (tiveram todas 3 votos); Viena (4), Bruxelas e Helsínquia (ambas com 5 votos); Bucareste e Varsóvia (7).

Nesta primeira volta, cada Estado-membro podia atribuir três, dois e um ponto entre as candidaturas, e haveria uma vencedora imediata se recolhesse o apoio máximo de pelo menos 14 votantes, o que não sucedeu, pelo que terá lugar uma segunda volta entre as três cidades mais votadas, Amesterdão, Copenhaga e Milão.

Já na segunda volta, Amesterdão acabou por levar a melhor a Copenhaga e Milão e ser escolhida para albergar a sede desta agência.

A EMA, cuja localização em Londres terá de mudar devido à saída do Reino Unido da UE, conta atualmente com 890 trabalhadores e recebe cerca de 35 mil representantes da indústria por ano.

Marcelo sempre achou muito limitadas hipóteses do Porto 

"Eu acho que a candidatura foi muito bem apresentada, mas as hipóteses, sempre achei que eram muito limitadas", respondeu Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas à saída da conferência "O poder da Educação na conquista da Igualdade", que decorreu esta tarde na Gulbenkian, em Lisboa.

Questionado sobre se o Governo esteve bem na gestão deste dossiê, o chefe de Estado considerou que o executivo "fez o que podia e devia ter feito no quadro existente, mas sabendo que havia grandes limitações".

"Porque havia equilíbrios e que se tornaram mais evidentes pela saída de outras candidaturas que podiam ter feito uma dispersão de votos", justificou.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, se tivesse sido Lisboa a candidata o desfecho seria igual, uma vez que "havia equilíbrios no quadro europeu em relação às várias agências que tornavam muitíssimo difícil à partida, quer para Lisboa quer para o Porto, a vitória".

"Mas, fez-se o que se devia fazer. Não deu, não deu. Não é uma desilusão porque também nunca tive expectativas excessivas", sublinhou.

António Costa considera que candidatura do Porto à EMA era "claramente das melhores"

"Deixo ao Rui Moreira [presidente da câmara do Porto] e ao Porto uma mensagem de parabéns pela candidatura à EMA, claramente das melhores. O resultado confirma o Porto como uma grande cidade europeia e o seu extraordinário potencial. Continuaremos a trabalhar", lê-se numa mensagem de António Costa publicada na rede social Twitter, quando ainda não era conhecida a cidade escolhida para acolher a futura sede da EMA.

Rangel considera que Porto teve resultado "honroso" na candidatura

"O Porto ficou em sétimo lugar o que, em 18 ou 19 candidaturas, é francamente bom. Cumpria todos os critérios técnicos, tinha competidores muito fortes e foi, infelizmente, escolhido à ultima da hora, se tivesse sido escolhido mais cedo com certeza que teria mais possibilidades", afirmou Paulo Rangel, em declarações à Lusa a partir de Bruxelas.

O eurodeputado, que foi um dos promotores de uma petição pública a defender a candidatura do Porto ou Braga à sede da EMA (quando a posição oficial do Governo era candidatar Lisboa), salientou que o critério técnico que mais desvalorizou a candidatura foi o facto de Portugal já albergar duas agências europeias, ambas na capital.

"Mostra que, desde o início, foi um erro crasso do Governo português ter escolhido primeiro Lisboa. Lisboa não tinha hipótese nenhuma", defendeu.

Por outro lado, Rangel lamentou que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, não tenha estado este segunda-feira presente na reunião, tendo Portugal estado representado pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias.

"Outros países fizeram-se representar, dando peso institucional à candidatura. Não vou ser demagógico e dizer que muda a votação, mas é uma questão de simbolismo", destacou Paulo Rangel, que, pelo contrário, elogiou a atuação da secretária de Estado, do ministro da Saúde e da Câmara Municipal do Porto na defesa da candidatura.

Pizarro (PS) diz que Porto "não pode sentir-se diminuído" por perder sede

"Eu estava mais contente se a decisão tivesse sido a seleção do Porto para o grupo final de votação, mas ainda assim quero valorizar que é a primeira vez na história que o Porto é apresentado pelo país como uma solução viável para a localização de uma agência internacional", afirmou o também líder da federação distrital do PS/Porto.

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