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Correio da Manhã

Portugal
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Presidente do Braga envia carta a Fontelas Gomes com "falhas flagrantes" na arbitragem

António Salvador admitiu a possibilidade de haver agentes externos a condicionar a arbitragem.
4 de Abril de 2019 às 22:46
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António Salvador admitiu a possibilidade de haver agentes externos a condicionar a arbitragem.
O presidente do Sp. Braga, António Salvador, admitiu a possibilidade de haver agentes externos a condicionar a arbitragem. A CMTV teve acesso à exposição que o líder máximo do clube fez ao presidente do Conselho de Arbitragem, José Fontelas Gomes, relatando "falhas flagrantes".

O dirigente bracarense defende a necessidade de se apurar, até às últimas consequências, se os erros persistentes se devem à influência de agentes externos, infiltrados entre os centros de poder do futebol português.
 
Salvador deixa ainda o repto ao presidente do Conselho de Arbitragem para tomar as medidas necessárias para se esclarecer se há ou não interferências externas a condicionar o setor. O presidente do Sp. Braga considera que, se não houver essa influência de terceiros, então isso é um atestado de incompetência do próprio Conselho de Arbitragem, que devia assumir responsabilidades.
 
A exposição surge acompanhada de dois vídeos, um para a equipa A e outro para equipa B, com lances nos quais Salvador considera que o Sp. Braga foi prejudicado. Surgem também elencados seis lances polémicos frente ao FC Porto, tanto no jogo para o campeonato, quanto para a Taça de Portugal. Na partida para a Liga, Salvador queixa-se de um penálti mal assinalado a favor do FC Porto. Diz o presidente do Braga que Claudemir jogou a bola antes do contacto com Militão. Ainda nessa partida, Salvador reclama uma grande penalidade por marcar por suposta falta de Corona sobre Wilson Eduardo.
 
Já no jogo da Taça de Portugal, o rol de queixas é maior. Um penálti por marcar por braço de Éder Militão, outro por mão de Manafá, igualmente não assinalado. Os bracarenses defendem ainda que o golo do Sp. Braga foi mal invalidado porque era legal a posição de Ricardo Horta e que Maxi Pereira devia ter sido expulso por agressão a Murilo.
 
António Salvador é taxativo: nos momentos decisivos da época, o clube foi prejudicado e impedido de lutar pelo título nacional e de discutir o acesso à final da Taça de Portugal e da Taça da Liga.
 
Recorde-se que António Salvador foi à sala de imprensa do Municipal de Braga depois do jogo com o FC Porto para a Taça de Portugal e levantou a suspeita de haver criminosos no futebol.
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