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Correio da Manhã

Portugal
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Professora que arrendava e vendia recheio de casas na Feira condenada a um ano e oito meses de pena suspensa

Sónia Cristina Silva estava acusada de burla simples, abuso de confiança e falsificação de documentos.
Paulo Jorge Duarte e Lusa 23 de Abril de 2021 às 16:36
Tribunal da Feira
Tribunal da Feira FOTO: Miguel Pereira da Silva
A professora, de 44 anos, que vendia os móveis e eletrodomésticos das casas que arrendava, foi esta sexta-feira condenada a um ano e oito meses de prisão com pena suspensa pelo Tribunal de Santa Maria da Feira.

O Tribunal deu como provados um crime de burla e dois de falsificação de documento de que a arguida estava acusada.

A execução da pena ficou suspensa por igual período, com a condição de a arguida se sujeitar a tratamento médico e pagar cerca de 500 euros aos demandantes.

Sónia Cristina Silva foi acusada de burla simples, abuso de confiança e falsificação de documentos, uma vez que falsificou a assinatura do ex-namorado para celebrar os contratos de arrendamento das casas. Os crimes em causa ocorreram entre 2016 e 2017.

Durante o julgamento, a arguida justificou os atos ao alegar dificuldades económicas. "Necessitava de dar comida aos meus filhos e pagar a renda. Por isso vendi os objetos”, descreveu na altura.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a mulher arrendou um apartamento em Santa Maria da Feira, em janeiro de 2017, indicando como fiador o ex-companheiro, sem o seu consentimento, tendo ainda feito o contrato para o fornecimento de água no nome daquele.

Em ambas as situações a arguida falsificou a assinatura do ex-companheiro.

Entre março e julho de 2017, a arguida retirou da referida habitação e levou consigo para parte incerta os móveis de cozinha e diversos eletrodomésticos no valor de três mil, quatrocentos e trinta e cinco euros.

A mulher estava ainda acusada de ter vendido uma placa de fogão que tinha retirado de uma outra habitação, onde tinha estado a viver com o ex-companheiro em Ovar.

A arguida já foi julgada e condenada no Tribunal de Ovar por um crime de abuso de confiança, por se ter apropriado de alguns objetos desta habitação, tendo-os vendido em proveito próprio.

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