page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

PS quer audição urgente com MAI sobre polícias acusados de crimes de tortura

Em causa está a acusação do MP que "descreve um conjunto de práticas violentas" perpetradas por agentes da PSP em funções em esquadras de Lisboa.

21 de janeiro de 2026 às 12:12

O PS pediu esta quarta-feira uma audição urgente com a ministra da Administração Interna, o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre os polícias acusados de tortura.

No requerimento submetido pelo PS, o partido entende ser da "maior relevância" ouvir a ministra Maria Lúcia Amaral acerca do "seu conhecimento sobre os factos concretos e eventuais situações de natureza semelhante" e sobre quais são as "medidas preventivas (em vigor ou a implementar) para evitar a repetição" destas práticas.

O PS quer também ouvir a ministra sobre que medidas de "reação imediata" foram adotadas face aos factos conhecidos e ainda sobre quais são as orientações "políticas e estratégicas dirigidas às forças e serviços de segurança no domínio da formação, fiscalização e promoção de uma cultura institucional assente no respeito pelos direitos humanos".

Em causa está a acusação do Ministério Público (MP) que "descreve um conjunto de práticas particularmente violentas e degradantes" perpetradas por agentes da PSP em funções em esquadras de Lisboa.

Os agentes são acusados de crimes de tortura, abuso de poder, violação e ofensas à integridade física contra migrantes e pessoas em situação de sem-abrigo.

Para o PS, este tipo de atuação por parte de agentes da PSP constitui "um claro abuso da autoridade conferida pelo Estado e um desprezo profundo pelos direitos liberdades e garantias dos cidadãos".

Da mesma forma, o partido considera "essencial" ouvir o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, enquanto "responsável máximo pela direção da instituição", e a IGAI, sobre as investigações e os resultados obtidos pelas mesmas no decurso destes casos.

No requerimento, os socialistas condenaram ainda a existência, referida na acusação do MP, de registos das agressões, bem como a partilha das mesmas em grupos de 'WhatsApp' onde se encontravam outros polícias.

"Evidencia uma cultura de desumanização e banalização da violência", adianta a nota.

Na acusação deduzida pelo Ministério Público em 09 de janeiro, os acusados são dois agentes da PSP, de 21 e 24 anos, detidos em 10 de julho do ano passado, após buscas domiciliárias e nas esquadras do Bairro Alto e Rato, em Lisboa.

Na acusação é referido que os dois agentes agrediram pessoas detidas com "socos e chapadas e coronhadas na cabeça, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações e as respetivas vítimas".

O MP conta na acusação que os agentes escolhiam maioritariamente toxicodependentes, pessoas que cometeram pequenos delitos, muitos com nacionalidade estrangeira e ilegais, ou em situação de sem-abrigo.

Um dos casos relatados é o de um cidadão marroquino que alegadamente terá sido sodomizado com um bastão por um dos arguidos e espancado e depois levado no carro patrulha e abandonado na rua.

"O uso do bastão para sodomizar é relatado noutra situação, onde também foi utilizado o cabo de uma vassoura. Tudo filmado e muitas vezes partilhado em grupos de WhatsApp com dezenas de outros polícias", lê-se na acusação.

Outros dos casos relatados é o de um homem estrangeiro que tinha sido detido no Cais do Sodré, em Lisboa, por posse de uma arma.

A acusação diz que o homem teve uma arma apontada à cabeça e levou "chapadas na cara, murros na cabeça e socos no corpo" por parte dos dois agentes.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8