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PSP 'trava' corridas ilegais difundidas através das redes sociais

Dois homens, de 22 e 32 anos, foram constituídos arguidos. Provas ocorriam em zonas urbanas das cidades.

23 de maio de 2026 às 01:30

Dois homens, de 22 e 32 anos, foram constituídos arguidos pela Divisão de Investigação Criminal da PSP pela prática reiterada de crimes de condução perigosa em plena via pública - colocando em risco todos aqueles que circulam nas estradas. Estes comportamentos de risco eram todos filmados, colocados nas redes sociais e amplamente difundidos, conseguindo atingir elevados níveis de mediatização. Realizavam e exibiam manobras de elevado risco, tais como 'drifts', corridas nas ruas das cidades e ultrapassagens perigosas - sempre em zonas de grande afluência de veículos e até de pessoas.

Para a interceção dos suspeitos foi desencadeada uma operação policial na passada segunda-feira, na qual foram realizadas buscas em Vila do Conde e na Póvoa de Varzim, concelhos onde residem os dois homens. A investigação já durava há vários meses e os agentes da PSP perceberam que estes eventos ilícitos não eram isolados, pois mobilizavam seguidores e curiosos que se deslocavam aos locais para assistirem às práticas. Criavam verdadeiros espetáculos ilegais na via pública, transformando as ruas num palco de exibição de comportamentos ilegais, colocando em risco imediato a vida de condutores, passageiros e peões alheios às ações.

"Numa lógica clara de desafio e em busca de exposição mediática, os visados procuravam deliberadamente interagir com as forças de segurança, desobedecendo de forma inequívoca a ordens de paragem, muitas delas ao longo de diversos quilómetros sem observar ao cuidado que a condução exige e em total desrespeito pelos normativos legais", indica o Comando da PSP do Porto através de comunicado.

No âmbito da operação, foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias, tendo sido apreendidas duas viaturas e respetivos livretes, equipamentos de gravação e outros objetos diretamente relacionados com a prática dos ilícitos.

"A PSP sublinha que este tipo de conduta representa uma forma particularmente grave de criminalidade rodoviária, na medida em a perigosidade destes atos é agravada pelo efeito de contágio digital, a sua divulgação nas redes sociais contribui para a normalização e replicação de práticas extremamente perigosas, potenciando acidentes rodoviários com consequências que podem ser irreversíveis", lê-se ainda no comunicado.

Os suspeitos ficaram sujeitos a medidas de Termo de Identidade e Residência, a medida de coação menos gravosa. 

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