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Correio da Manhã

Portugal
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CDOS do Porto, Braga e Vila Real não atenderam chamada de alerta quando a aeronave desapareceu

CDOS de Coimbra reencaminhou a chamada para o Porto. NAV deu alerta.
16 de Dezembro de 2018 às 11:49
SIRESP
 Helicóptero do INEM
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Destroços do helicóptero foram encontrados de madrugada
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Helicóptero do INEM cai em Valongo
SIRESP
 Helicóptero do INEM
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Destroços do helicóptero foram encontrados de madrugada
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Helicóptero do INEM cai em Valongo
SIRESP
 Helicóptero do INEM
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Destroços do helicóptero foram encontrados de madrugada
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Helicóptero do INEM cai em Valongo
Helicóptero do INEM cai em Valongo
A empresa que gere a navegação aérea (NAV) alertou meia hora após a perda de contacto com o helicóptero do INEM, entidades como a Proteção Civil e a Força Aérea para a falha de comunicação com o aparelho.

Segundo a NAV, à 19h40 foi avisada a Força Aérea Portuguesa, "que é quem ativa a busca e salvamento", 20 minutos depois de terem sido contactados os CDOS do Porto, Braga e Vila Real, que "não atenderam".

Numa nota enviada à Lusa, em que afirma ter adotado "com diligência e celeridade todos os procedimentos estabelecidos para este tipo de situações", a NAV Portugal transcreve, ao minuto, a sequência de acontecimentos após a falta de comunicação com o helicóptero HSU203, acidentado junto a Valongo no sábado e que resultou na morte de quatro pessoas.

Segundo a NAV, a tripulação contactou com a Torre de Controlo do Porto às 18h30, para informar que iria descolar para Macedo de Cavaleiros via Baltar dentro de 5/6 minutos, informando ainda que se não conseguisse aterrar em Baltar, poderia prosseguir para o Porto.

Segundo o INEM avançou no sábado, a aeronave estava desaparecida desde as 18h30.

A tripulação contactou, pela primeira vez, a Torre de Controlo do Porto, já em voo, às 18h37, e foi contactada às 18h39 pela Torre de Controlo, que pretendia saber qual a altitude que pretendia manter, tendo a tripulação informado que iria manter 1.500 pés.

A primeira perda de sinal radar com o helicóptero deu-se às 18h55, afirmou a NAV, salientando ainda que a perda de comunicações "é normal", devido "à altitude e orografia do terreno".

A hora expectável de aterragem, tendo em conta a hora de descolagem do aparelho, era às 19h00, destacou ainda a NAV.

A empresa destacou que às 19:20, "de acordo com o protocolo de atuação, que determina que 30 minutos após o último contacto expectável se iniciem tentativas de contacto com a aeronave", a Torre de Controlo do Porto contactou telefonicamente várias entidades, entre as quais os bombeiros de Valongo e a PSP de Valongo.

À mesma hora, foi tentado o contacto ainda com os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) do Porto, Braga e Vila Real "que não atenderam".

"Só após contactar o CDOS de Coimbra, que reencaminhou a chamada para o Porto, é que se conseguiu contactar o CDOS do Porto", vincou a NAV.

Foram também contactados o Aeródromo de Baltar, os telemóveis da tripulação, o Aeródromo de destino, em Macedo de Cavaleiros, o Heliporto de Massarelos, "para saber se tinham optado por regressar, tendo aqui sido contactada a PSP para ir verificar ao local, uma vez que o heliporto não tem operações permanentes", acrescentou a empresa.

Segundo a NAV, à 19h40 foi avisada a Força Aérea Portuguesa, "que é quem ativa a busca e salvamento".

Na sua comunicação, a NAV apresenta também as "sentidas condolências aos familiares e amigos das vítimas do trágico acidente".
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