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Correio da Manhã

Portugal

Relação do Porto absolveu quatro arguidos do processo Face Oculta

Juízes diminuíram ainda a pena a 18 arguidos.
5 de Abril de 2017 às 22:54
Tribunal da Relação do Porto
Tribunal da Relação do Porto FOTO: Amândia Queirós/Correio da Manhã
O Tribunal da Relação do Porto absolveu hoje quatro dos 36 arguidos envolvidos no processo `Face Oculta´ e que foram condenados, em setembro de 2014, pelo Tribunal de Aveiro.

Para além de absolver quatros dos arguidos pelos crimes de corrupção ativa e passiva, abuso de poder e participação económica em negócio, a Relação diminuiu a pena aplicada em primeira instância a 18 arguidos, dando "parcial provimento" aos recursos das defesas.

A dez arguidos, onde se incluiu o antigo ministro Armando Vara, foi-lhes negado total provimento dos recursos, mantendo na íntegra as condenações.

O processo "Face Oculta", que começou a ser julgado há cinco anos no Tribunal de Aveiro, está relacionado com uma rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho nos negócios com empresas do setor do Estado e privadas.

Na primeira instância, dos 36 arguidos, 34 pessoas singulares e duas empresas, 11 foram condenados a penas de prisão efetiva, entre os quais se incluem Armando Vara e o antigo presidente da REN José Penedos.

Os restantes receberam penas suspensas, condicionadas ao pagamento de quantias entre os três e os 25 mil euros a instituições de solidariedade social.

A pena mais gravosa foi aplicada ao sucateiro Manuel Godinho, que foi condenado por 49 crimes de associação criminosa, corrupção, tráfico de influência, furto qualificado, burla, falsificação e perturbação de arrematação pública, resultando em 87 anos e 10 meses a soma das penas parcelares, convertida num cúmulo jurídico de 17 anos e meio de prisão.

A Relação confirmou hoje a condenação do antigo ministro Armando Vara a uma pena de prisão efetiva de cinco anos e reduziu a pena de cinco anos para três anos e três meses de prisão efetiva para José Penedos por corrupção passiva, porque o ilibou dos crimes de corrupção ativa e participação económica em negócio.
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