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Correio da Manhã

Portugal
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Relatório de Tancos omite 80 lança-granadas

Descoberta falha no material militar recuperado após o crime.
Miguel Curado 19 de Junho de 2019 às 09:03
Tancos
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O relatório final da Comissão de Inquérito ao furto de material militar nos paióis de Tancos, esta terça-feira apresentado no Parlamento, omitiu o desvio de 80 lança-granadas LAW. A diferença foi detetada pelo CDS, que apontou a "discrepância" entre a lista de material efetivamente recuperado, e as listas de material entregues pelo Exército ao Ministério da Defesa e pela PJ-Militar ao Ministério Público.

No relatório assinado pelo deputado socialista Ricardo Bexiga consta a recuperação de 44 lança-granadas LAW. O CDS, no entanto, recuperou a ata de uma reunião da Unidade de Combate Antiterrorista, na qual o diretor-nacional da PJM, Luís Neves, apontou o furto de 124 lança-granadas. O erro foi revelado ao Partido Socialista, que aceitou a correção no relatório final.

A versão final do documento, de 160 páginas, sustenta, por seu turno, que não ficou provado que tenha havido interferência política na ação do Exército ou da PJ-Militar. O PS, no entanto, recusa a extinção desta força de segurança, cujo antigo comandante, o coronel Luís Vieira, é arguido no processo da farsa que levou ao achamento das armas furtadas. Esta proposta foi feita pelo Bloco de Esquerda. Os socialistas admitem, no entanto, alterações na forma de escolha do diretor-geral da PJ-Militar.

Recorde-se que o furto do material de guerra de Tancos foi divulgado a 29 de junho de 2017. Quatro meses depois, elementos da PJM forjaram o aparecimento das armas, num esquema que contou com o apoio de militares da GNR.
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