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Sindicato da PSP apela à "magistratura de influência" de Seguro para resolver problemas

Presidente da ASPP elencou o envelhecimento dos profissionais, a falta de atratividade e, consequentemente, de candidatos à carreira.

11 de maio de 2026 às 18:40

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) apresentou esta segunda-feira à Presidência da República as preocupações com a carreira na PSP, esperando que António José Seguro exerça a sua "magistratura de influência" para desbloquear soluções junto do Governo.

"Nós sabemos que o Presidente da República não tem nem poder legislativo, não tem poder executivo, mas tem aquilo que se chama a esfera de influência através da sua magistratura e da mensagem. E aquilo que também dissemos é que a mensagem do senhor Presidente da República, quando é dita e quando é transmitida, por exemplo, ao senhor primeiro-ministro, tem que ter consequências ou deve ter consequências", disse à Lusa o presidente da ASPP, Paulo Santos.

A ASPP foi esta segunda-feira recebida no Palácio de Belém por duas assessoras do Presidente da República, António José Seguro, a quem entregou documentação "com algumas linhas de preocupação", nomeadamente relativas "ao sistema de segurança interna, ao próprio estado da PSP, àquilo que é o estado de motivação ou desmotivação dos profissionais e dos seus direitos".

"O senhor Presidente da República, já no dia do aniversário da GNR, considerou que aquilo que estava a acontecer nas forças de segurança não estava no bom caminho. Temos um ministro da Administração Interna que neste momento diz que os salários em vigor na PSP não vão ao encontro daquilo que são as missões que nós desenvolvemos", disse Paulo Santos.

O presidente da ASPP elencou o envelhecimento dos profissionais, a falta de atratividade e, consequentemente, de candidatos à carreira, cortes na pré-aposentação, cortes nas pensões de reforma e a ausência de direitos, como o direito à greve, como questões em relação às quais os profissionais da PSP esperam que Seguro exerça junto do Governo a "pressão necessária" para as resolver.

"Nós temos de ter a noção de que estamos com a segurança interna, estamos com os estrangeiros e fronteiras, estamos a aumentar as nossas valências, estamos a desenvolver missões que outrora eram de outras forças de segurança e nós neste momento continuamos a ser uma polícia 'low-cost'. Não temos tido uma evolução na carreira e estamos a ver que os profissionais estão cada vez mais desmotivados", disse, reiterando o apelo ao poder de influência do Presidente da República.

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