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Correio da Manhã

Portugal
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“Situação controlada, mas imprevisível”, afirma tenente-coronel sobre missão na República Centro-Africana

Capacetes Azuis da 5ª Força Nacional Destacada estão “prontos e preparados”.
Sérgio A. Vitorino 1 de Abril de 2019 às 08:17
Militares da 5ª FND a passar num dos principais itinerários de Bangui, onde o mercado se estende por quilómetros
Militares da 5ª FND a passar num dos principais itinerários de Bangui, onde o mercado se estende por quilómetros FOTO: Direitos Reservados
A nova força portuguesa na missão da ONU na República Centro-Africana - no terreno há três semanas - já se encontra em "total capacidade operacional" desde 21 de março e faz patrulhamentos e escoltas no âmbito das suas atividades e para "ambientação" ao local de operações, explicou este domingo ao CM o tenente-coronel Rui Moura, comandante da 5ª Força Nacional Destacada (FND), com 180 elementos, a maioria comandos, como Capacetes Azuis, para proteger os civis de 14 grupos armados.

"A situação de segurança na capital [Bangui, onde estão aquartelados os portugueses] permanece calma e estável. Os únicos incidentes a relatar são uns disparos esporádicos no PK5, no 3º distrito. As atividades criminosas continuam a ser a ameaça predominante para o ambiente de segurança", disse.

Rui Moura garantiu que a força está "pronta e preparada" a intervir assim que necessário e que "a situação no país está controlada, mas ao mesmo tempo imprevisível." Como consequência das negociações de paz com o governo da RCA, "a maioria dos grupos armados estão satisfeitos com suas posições". Mas há riscos: "Alguns dos grupos podem começar a denunciar as negociações enquanto observam outros grupos ganharem mais concessões".

A 5ª FND incorporou o módulo Pandur no aprontamento (a anterior apenas recebeu os blindados já na RCA) e elaborou "novas Técnicas, Táticas e Procedimentos". "Temos seis Pandur e iremos previsivelmente receber mais duas em maio, o que aumenta a capacidade de proteção da Força."

PORMENORES
Novo drone
A 5ª FND reforçou a sua capacidade de recolha de informações em operações com a introdução de um novo drone "com a capacidade de recolha de imagem térmica".

Reconhecimento
A força tem realizado sessões de treino de tiro, reconhecimentos com as viaturas blindadas Humvee e Pandur e aéreos "com apoio dos helicópteros MI17 da aviação do Sri Lanka".

Dois anos
Há dois anos que Portugal contribui com uma força de reação rápida. Em janeiro, a 4ª FND teve uma ação importante, acompanhada pelo CM, em Bambari, libertando a cidade das máfias.
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