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Tempestades de inverno e maior procura por rios fazem disparar mortes por afogamento

Desde o início da época balnear 17 pessoas perderam a vida nas praias portuguesas. No total do ano passado foram 18.

05 de agosto de 2026 às 01:30

Durante a época balnear (maio a outubro) do ano passado morreram 18 pessoas nas praias portuguesas. Este ano, em apenas três meses, o número já chegou aos 17 e só não é maior devido às ação dos nadadores-salvadores e da Autoridade Marítima Nacional (AMN), cujas intervenções também dispararam.

De acordo com os dados da AMN, entre 1 de maio a 31 de julho, foram concretizados 868 salvamentos (mais 30% do que no mesmo período de 2025) e 1606 ações de primeiros-socorros (mais 70%). 

"Estes números podem ser explicados por uma maior procura das praias e pela mudança da orografia de algumas zonas em resultado das tempestades de inverno. Haverá zonas de agueiros que não existiam anteriormente", admite o comandante Ricardo Sá Granja, porta-voz da AMN. No entanto, o responsável aponta como principal causa para a subida do número de mortes por afogamento os casos que ocorreram em "praias fluviais não vigiadas e em locais que nem sequer são praia, como foram as situações registadas no cais de Gaia e no rio Minho". As ondas de calor terão contribuído para para um aumento da afluência a estes locais.

Das 17 mortes verificadas, "há cinco situações de morte súbita e três são afogamentos em praias vigiadas". Dos restantes nove óbitos, cinco ocorreram em praias fluviais não vigiadas, dois em praias marítimas fora da época balnear, não vigiadas à data do acidente e dois em zonas marítimas não vigiadas.

"Escolham praias com vigilância"

"Sempre que puderem escolham praias com vigilância, vão para a água numa zona próxima dos nadadores salvadores e respeitem as indicações deles, bem como a sinalização das bandeiras", são os conselhos do porta-voz da AMN. Para Ricardo Sá Granja, "vigiar permanentemente as criança e não se expor desnecessariamente ao risco", são também fatores a ter em atenção, sobretudo em praias fluviais que não se conhecem.

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