page view

Testemunha conta início de agressão mortal

Diz que viu seguranças a calçar luvas antes da agressão.

21 de março de 2017 às 08:40

O primo de Luís Miranda disse ontem, perante o Tribunal de Guimarães, que ouviu o dono do bar Chic dar ordens aos seguranças da SPDE para seguirem o jovem de 23 anos que acabou por morrer, segundo a acusação, depois de ter sido agredido. O empresário nega ter dado essa ordem e diz que o jovem estava "completamente descontrolado". Os pais de Luís ouviram tudo, emocionados.

"Não o vão deixar ir assim. Ele não vai gozar com a minha cara", terão sido as frases ditas por Vítor Barbosa, conhecido pela alcunha ‘Vitesse’, aos seguranças Jorge Ribeiro e Francisco Vasconcelos na madrugada de 15 de março de 2015, antes da violenta agressão que acabou na morte de Luís Miranda e que ontem foi relatada por Diogo Castro ao coletivo de juízes do Tribunal de Guimarães, durante o julgamento da operação Fénix.

O primo de Luís, que o acompanhava naquela noite, não assistiu à agressão, mas contou ao tribunal ter visto os seguranças calçarem umas luvas "com saliências", antes de irem ao encontro do jovem. Já a versão do dono do bar é bem diferente. Indica que o jovem estava "descontrolado" por ter sido expulso da discoteca e estava a "arremessar pedras" para a porta.

A acusação refere que Luís Miranda foi agredido com um soco, que lhe provocou a queda que o deixou em coma. O jovem morreu cinco dias depois, no Hospital de Braga. Apenas um dos seguranças está a ser julgado, já que o tribunal não consegue localizar Francisco Vasconcelos, que será julgado à parte.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8