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Correio da Manhã

Portugal
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Vice da Sonangol deixa 20 milhões de euros a estafeta

Mateus Morais Brito deixou dinheiro em conta bancária.
João Carlos Rodrigues 12 de Dezembro de 2017 às 01:30
Mateus Morais Brito
 Mateus Morais Brito
Mateus Morais Brito
Cadáver foi encontrado na casa do milionário no condomínio de luxo Terraços da Barra
Mateus Morais Brito
 Mateus Morais Brito
Mateus Morais Brito
Cadáver foi encontrado na casa do milionário no condomínio de luxo Terraços da Barra
Mateus Morais Brito
 Mateus Morais Brito
Mateus Morais Brito
Cadáver foi encontrado na casa do milionário no condomínio de luxo Terraços da Barra
Mateus Morais Brito foi durante anos um dos homens fortes da Sonangol. Chegou a vice-presidente da petrolífera angolana e juntou milhões. Morreu em abril de 2014, num condomínio privado em Algés, em circunstâncias suspeitas. Agora sabe-se que deixou 23 milhões de dólares (cerca de 20 milhões de euros) numa conta bancária em nome de Mauro Carvalho, o estafeta do empresário.

A herança do milionário está a ser reclamada pela família, que nos últimos anos tem tentado reaver os milhões – alguns obtidos de forma pouco clara – dispersos por negócios e contas tituladas por testas de ferro. De acordo com o site angolano Club-K, o antigo estafeta recusa-se a devolver o dinheiro que lhe foi dado por Morais Brito, uma vez que a família não tem qualquer suporte legal que o obrigue a restituir os milhões.

Nos últimos tempos, de acordo com a imprensa angolana, Mauro Carvalho tem gasto boa parte do dinheiro, sobretudo na Europa, para onde viaja com frequência em primeira classe. Terá visitado Lisboa nas últimas semanas, mas regressou a Luanda na quinta-feira.

A morte de Mateus Morais Brito, no condomínio fechado Terraços da Barra, em Algés, levantou suspeitas na altura. Tinha sido encontrado nu, de barriga para baixo, junto à casa de banho e com sangue na cabeça. O alerta foi dado por um sobrinho, que tinha passado a noite na habitação, mas que não deu por nada. Na véspera, o milionário tinha sido assistido por um médico privado em casa depois de se ter sentido mal.

A PSP foi chamada e acionou a PJ devido às circunstâncias em que o corpo foi encontrado. Mas o caso foi arquivado por não terem sido encontrados indícios de crime nem do envolvimento de terceiros.

A família acredita que Mateus Morais Brito foi vítima de "atentado".
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