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Correio da Manhã

Portugal
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Vídeo amador trama homicidas de dono de café

Assassinos de Hermenegildo Varela foram presos pela Judiciária.
João Carlos Rodrigues 29 de Novembro de 2018 às 01:30
Hermenegildo Varela tinha 70 anos
Um dos homicidas, ontem, a caminho do Tribunal de Almada
Vizinhos que testemunharam momentos de aflição após o crime concentraram-se à porta do café Anita, na Cova da Piedade
Café Anita, na Cova da Piedade, foi assaltado por gang que matou o proprietário
Hermenegildo Varela tinha 70 anos
Um dos homicidas, ontem, a caminho do Tribunal de Almada
Vizinhos que testemunharam momentos de aflição após o crime concentraram-se à porta do café Anita, na Cova da Piedade
Café Anita, na Cova da Piedade, foi assaltado por gang que matou o proprietário
Hermenegildo Varela tinha 70 anos
Um dos homicidas, ontem, a caminho do Tribunal de Almada
Vizinhos que testemunharam momentos de aflição após o crime concentraram-se à porta do café Anita, na Cova da Piedade
Café Anita, na Cova da Piedade, foi assaltado por gang que matou o proprietário
Um vídeo amador permitiu à PJ de Setúbal capturar os cabecilhas do gang que em junho matou o proprietário de um café na Cova da Piedade, Almada, no decurso de um assalto ao estabelecimento. O grupo é suspeito de outros nove roubos semelhantes entre abril e junho. Atacavam sempre às terças e às sextas-feiras, dias em que o volume de apostas no Euromilhões dispara. Já estão em prisão preventiva.

Segundo o CM apurou, os dois chefes do grupo, de 19 e 23 anos, foram caçados no Monte da Caparica, onde viviam, na noite de terça-feira, numa operação que contou com o apoio da Unidade de Intervenção da GNR que se estendeu a bairros no Seixal e em Setúbal.

Foram identificados depois de o Laboratório de Polícia Científica da PJ ter conseguido revelar o rosto de um dos suspeitos a partir da filmagem feita com o telemóvel de uma testemunha.

O crime ocorreu a 8 de junho, no café Anita, na rua Maria Lamas. Hermenegildo Varela tentou defender a mulher dos assaltantes, mas foi baleado na barriga e não resistiu. O grupo tinha funções bem definidas: desde quem conduzia o carro, sempre furtado, quem levava as armas e até quem falava com as vítimas.

Nunca levavam telemóveis e as viaturas eram abandonadas ou incendiadas após os roubos. São suspeitos de vários crimes semelhantes, sempre em papelarias, postos de combustível e cafés que recebiam apostas em jogos sociais.

A investigação prossegue com o objetivo de identificar os restantes membros do grupo que participaram no homicídio.

PORMENOR
Grupo organizado
O dois detidos estão indiciados por associação criminosa, homicídio qualificado, roubo agravado, furto e dano. O mais velho tinha pendente um mandado de detenção por roubo em Lisboa. Têm antecedentes por tráfico de droga, furtos e roubos.
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