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Correio da Manhã

Portugal
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Volume da burla causa surpresa

O governador civil de Leiria, Paiva de Carvalho, manifestou-se ontem surpreendido com a dimensão da burla – perto de 1,7 milhões de euros – de que é suspeito o contabilista e ex-autarca da Batalha Rui Trovão, admitindo pedir ao Governo um "regime de excepção" para ajudar os lesados.

7 de Maio de 2009 às 00:30
Os representantes de 49 das 160 empresas que terão sido burladas defendem uma intervenção do Estado
Os representantes de 49 das 160 empresas que terão sido burladas defendem uma intervenção do Estado FOTO: Rui Miguel Pedrosa

"Fiquei incomodado e surpreendido por ter havido este tipo de comportamento da empresa de contabilidade, ao longo de quatro ou cinco anos, sem ter sido diagnosticado na Segurança Social", afirmou Paiva de Carvalho, após uma reunião com o grupo de trabalho que representa 49 das 160 empresas que terão sido enganadas pela Contibatalha.

Só estas sociedades – a quem foram desviadas verbas destinadas às Finanças e Segurança Social – são responsáveis por 340 postos de trabalho e estão a braços "com uma dívida de 1,1 milhões de euros, sem contabilizar as multas e os juros", explicou Carlos Crespo, administrador do Grupo Planeta.

No encontro com o governador civil, os empresários pediram o perdão da dívida para evitar o encerramento de algumas empresas. E apelaram à rápida intervenção das autoridades policiais por forma a "anular" as últimas escrituras realizadas por Rui Trovão. Ao fim da tarde, o grupo foi recebido pelo coordenador da PJ de Leiria, a fim de pormenorizar os contornos da burla.

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