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Correio da Manhã

Portugal
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"Vou até ao fim pela minha irmã"

Irmã Maria Serra encontrada morta no convento onde vivia.
Fátima Vilaça 5 de Janeiro de 2016 às 14:44
A irmã Maria Amélia morreu afogada num tanque no interior do convento
A irmã Maria Amélia morreu afogada num tanque no interior do convento FOTO: Nuno Fernandes Veiga
A família da irmã Maria Amélia Serra, que, em 2004, foi encontrada morta num tanque no interior do convento onde vivia, em Requião, Vila Nova de Famalicão, está determinada em apurar as circunstâncias em que a morte ocorreu. Os irmãos de Amélia preparam-se para entregar no Ministério Público (MP) de Famalicão um requerimento em que pedem a reabertura do processo.

Sustentam o pedido na investigação iniciada agora pela Polícia Judiciária às alegadas agressões, espancamentos e atos de tortura levados a cabo pelos responsáveis da Fraternidade Missionária de Cristo Jovem. Três freiras e um padre são arguidos.

"Tenho poucas dúvidas de que a morte da minha irmã foi provocada pela violência e humilhação a que foi sujeita", referiu ao CM um dos irmãos de Maria Amélia, que pretende encontrar os responsáveis pela morte da freira de 55 anos. "Vou até ao fim pela minha irmã. Quero que seja feita justiça. Não descanso enquanto essas pessoas não forem castigadas pelo mal que lhe fizeram", atirou o irmão mais novo de Maria Amélia.

A família da freira, natural de Esposende, afirmou desconhecer qualquer problema psicológico. Recordam que, desde que entrou para o convento, nunca mais foi autorizada a visitar a família sozinha.
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