Marcha arranca no Porto contra o "assassinato dos valores de Abril"
No ano em que se assinalam os 52 anos da Revolução, o Porto "sai à rua" para "garantir que Abril está vivo".
A marcha pela Liberdade arrancou esta tarde no Porto com milhares de pessoas de cravo na mão e com palavras de ordem na voz contra "o assassinato dos valores de Abril".
Pouco depois da hora marcada, pelas 15h00, os milhares de pessoas que se reuniram no Largo Almirante Reis, onde estava instalada a polícia política, a PIDE, na cidade, deram início à tradicional marcha no 25 de Abril, que vai percorrer várias artérias do centro da cidade e termina na Avenida dos Aliados.
No ano em que se assinalam os 52 anos da Revolução, o Porto "sai à rua" para "garantir que Abril está vivo".
"Querem assassinar Abril, mas o povo está na luta", garantiu à Lusa António Castro, 75 anos, na primeira fila da marcha.
Entre os manifestantes, misturam-se idades, cores, cravos, palavras de ordem e o desejo comum de "fascismo nunca mais".
As comemorações arrancaram entre "Vivas", aplausos e com a habitual música de intervenção pelas vozes de Zeca Afonso, José Mário Branco ou Sérgio Godinho.
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