Nove desalojados pertencem a quatro agregados familiares.
Nove pessoas de quatro famílias, residentes em três freguesias do município da Figueira da Foz, ficaram desalojadas devido à depressão Kristin e vão ser alojadas pela Câmara Municipal, disseram fontes autárquicas e dos bombeiros.
Os nove desalojados pertencem a quatro agregados familiares, um da freguesia de Alqueidão, na margem esquerda do Mondego, dois da freguesia urbana de São Julião, que coincide com os limites daquela cidade litoral do distrito de Coimbra, e outro da freguesia de Buarcos.
Em declarações à agência Lusa, a vereadora com o pelouro da ação social, Olga Brás, explicou que todas as situações identificadas estão a ser acompanhadas pelo município, que irá proceder ao realojamento das nove pessoas.
"Estamos no terreno a levantar as necessidades e a recolher respostas para as resolver", afirmou Olga Brás.
Já fonte da divisão municipal de Ação Social e Saúde esclareceu que, dos nove desalojados, pelo menos cinco são cidadãos estrangeiros, oriundos do Brasil e Sri Lanka.
"As pessoas ficaram desalojadas porque o telhado das suas casas desapareceu. Algumas ficaram em muito mau estado e foram mesmo interditadas pela Proteção Civil, por não reunirem condições de segurança", revelou a mesma fonte.
Foi o caso de uma habitação localizada ao pé do edifício da antiga Universidade Internacional da Figueira da Foz (UIFF) -- que está a ser reabilitado para albergar um futuro centro do Instituto de Emprego e Formação Profissional -- cujo telhado desabou, atingindo, com pedras e detritos vários, pelo menos sete automóveis, quatro dos quais ficaram completamente destruídos.
Na casa, localizada ao pé da ex-UIFF, que ficou sem condições de habitabilidade, viviam três pessoas (um casal com uma criança oriundo do Sri Lanka), que vão ser realojadas num apartamento municipal na zona do Mártir Santo, na freguesia de Buarcos.
Este mesmo apartamento - detido pela empresa municipal Figueira Domus, destinado a situações de catástrofe e gerido pela Proteção Civil da Figueira da Foz - irá acolher uma mulher sozinha, acompanhada de um gato, cuja habitação, um apartamento na rua de Nossa Senhora da Encarnação, na mesma freguesia, colapsou.
Já três pessoas de uma família da freguesia rural do Alqueidão irão ser realojadas numa habitação nova, a estrear, no bairro social da Praia da Leirosa, na freguesia da Marinha das Ondas, no sul do concelho.
Por último, dois brasileiros, colegas de trabalho, residentes em São Julião, serão, à partida, realojados num hostel, com o encargo financeiro a ser assumido pelo Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) do município.
A fonte indicou ainda que uma psicóloga adstrita ao SAAS está a acompanhar 13 pessoas, entre as quais sete crianças, das duas famílias proprietárias dos equipamentos de diversão instalados no parque de estacionamento da avenida de Espanha (a maioria dos quais ficou destruído à passagem da depressão Kristin).
As duas famílias indicaram não precisarem de ser realojadas, por possuírem casa em Porto de Mós (Leiria), de onde são naturais e irão permanecer nas suas caravanas, estacionadas no parque de estacionamento junto à praia e barra do rio Mondego.
À Lusa, o comandante dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, Nuno Pinto, contabilizou um total de 189 ocorrências registadas oficialmente no município até às 14h00 desta terça-feira.
O responsável pelas operações de socorro e de apoio logístico, admitiu, no entanto, que o número total de ocorrências "é muito superior", por existir um conjunto de respostas de situações que não entra na contabilização oficial.
No terreno, nas operações em curso, estão 124 operacionais das corporações de bombeiros Sapadores e Voluntários da Figueira da Foz, sapadores florestais, Cruz Vermelha Portuguesa e funcionários municipais.
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