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Reposição do paredão de Moledo deverá custar até 4 milhões de euros

Prejuízos estimados pela Agência Portuguesa do Ambiente devido ao mau tempo

07 de março de 2026 às 15:12

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, estimou este sábado que a reposição do paredão de Moledo, em Caminha, que "colapsou" na última segunda-feira, custará "entre três e quatro milhões de euros".

O responsável, que falava aos jornalistas depois de avaliar o estado do paredão de Moledo, no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, adiantou que dentro de 15 dias vai arrancar uma operação para estabilizar o muro antes do início da época balnear.

"Temos para esta zona uma intervenção a dois tempos. Uma emergente e imediata para minimizar o impacto na época balnear, reduzindo o risco para pessoas e bens. A outra mais robusta e estrutural. É preciso fazer sondagens para refazer o muro, tornando-o mais resiliente à ação do mar. É preciso lançar um concurso público, contratar um projetista, fazer o projeto e depois abrir concurso para a empreitada", explicou Pimenta Machado.

O presidente da APA sublinhou que o trabalho a realizar na praia de Moledo será feito "em equipa, com a Câmara de Caminha e a Junta de Freguesia".

Pimenta Machado adiantou que com o fim das tempestades "o mar vai trazer a areia que levou", mas que não se sabe "se vai trazer tanta como a que levou".

Revelou ainda que, em breve, a APA vai assinar um protocolo com a Câmara de Caminha, "para financiar o projeto do paredão de Moledo e na duna dos Caldeirões, em Vila Praia de Âncora".

O responsável revelou ainda que o balanço das ocorrências causadas pelo "comboio de tempestades" que atingiu o litoral do país, vai ser apresentado, na quarta-feira, na sede da APA Norte, no Porto com a presença da ministra do Ambiente.

"Nessa sessão serão apresentadas as intervenções a realizar, umas urgentes e imediatas e outras mais a curto e médio prazo para tornar a linha de costa do país mais resiliente", apontou.

A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, lamentou o "grande prejuízo" causado pela derrocada do paredão, quer "para Moledo como para o concelho de Caminha, numa altura em que se aproxima a época balnear".

"Nesta zona de Moledo vive-se muito a época balnear, com a vinda de turistas e com um problema destes deve criar bastante atenção", afirmou a autarca social-democrata, destacando que o mar "comeu, em altura, mais de um metro e meio de areia".

Liliana Silva realçou a "importância da intervenção na duna dos Caldeirões e, no assoreamento, muito grande, junto a uma rampa de socorro a náufragos".

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no dia 15 de fevereiro.

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