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Ribeira da Laje galgou margens e causou inundações em Oeiras

Zona de Santo Amaro de Oeiras ficou completamente inundada. Autoridades já alertaram as populações.

04 de fevereiro de 2026 às 00:03

A ribeira da Laje, em Oeiras, galgou esta terça-feira à noite as margens e causou inundações na zona de Santo Amaro de Oeiras, de acordo com a corporação de bombeiros local e a PSP.

Numa publicação na rede social Facebook, os bombeiros de Oeiras alertaram para inundações na zona de Santo Amaro de Oeiras, referindo que o trânsito está fortemente condicionado.

Pelas 23h30, fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (COMETLIS) confirmou a situação na ribeira da Laje, referindo que os meios dos bombeiros e da polícia estão preventivamente posicionados caso seja necessário cortar vias.

Fonte do Comando Sub-regional da Grande Lisboa referiu à agência Lusa pelas 23h00 que entre as 8:00 e 23h00 de terça-feira foram registadas 39 ocorrências no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.

No total da Grande Lisboa ocorreram 107 ocorrências, maioritariamente inundações na via pública "fruto incapacidade de escoamento das redes pluviais", referiu a mesma fonte.

Os Sapadores Bombeiros de Lisboa adiantaram à Lusa que tinham pelas 23h00 de terça-feira oito ocorrências no concelho de capital devido a inundações.

As ocorrências ao longo do dia afetaram sobretudo habitações, devido ao mau estado de telhados e edifícios que causaram inundações.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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