Três famílias de Pedrógão Grande receberam este sábado de António Costa as chaves das casas.
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A casa de Maria Fernanda Mendes, em Sarzedas do Vasco, Castanheira de Pêra, é uma das 112 que estão de novo prontas a serem habitadas, depois de terem sido reduzidas a cinzas no incêndio de Pedrógão Grande, que deflagrou faz hoje seis meses. Mais de meio milhar de casas foi afetada pelas chamas, das quais 263 de primeira habitação. Nestes seis meses, foram reconstruídas ou estão em obras 183, o que corresponde a 70 por cento. Outras 60 têm as obras adjudicadas, devendo a reconstrução das casas ficar concluídas "nos próximos meses", segundo afirmou ontem o primeiro-ministro, António Costa, durante a visita a alguns concelhos afetados.
A casa de Maria Fernanda Mendes ficou "praticamente bem, até melhor" do que a que tinha, lamentando o atraso na recuperação das 12 casas destruídas pelas chamas na aldeia. "Chegam a Sarzedas de São Pedro e viram para trás, ninguém aparece aqui e as obras precisam de ser feitas", diz.
Em Sarzedas de São Pedro estão quase prontas as obras na casa de Paula Susana Jesus, de 40 anos, que vive com a filha de 20 anos. Ainda tem bem presente o dia "horrível" em que viu a casa destruída pelas chamas, mas espera poder já passar o Natal na nova casa.
Na casa nova de Carlos Dias, em Várzeas, Pedrógão Grande, já havia ontem uma árvore de Natal decorada a rigor, que foi oferecida pelo proprietário da empresa de construção civil. O morador e a mulher, Ana Dias, receberam as chaves da casa das mãos de António Costa, tal como Sebastião Esteves, em Nodeirinho, e Joaquim Godinho, em Vale de Nogueira.
Na casa de Sebastião Esteves, de 84 anos, até havia bolinhos e uma garrafa de jeropiga para fazer um brinde com António Costa. O morador chorou quando recebeu as chaves, agradeceu e ainda recordou o "susto" que viveu quando o violento incêndio lhe destruiu a casa.
Joaquim Godinho, que vive com a mulher, dois filhos, a nora, o genro e um neto, já tinha a lareira acesa e a mesa posta com iguarias de Natal quando António Costa chegou para a cerimónia de entrega da chave.
"Esta casa é um bocadinho inferior à anterior, mas pronto, é acolhedora e está muito bem dividida", contou Joaquim Godinho, que espera ainda poder construir uns anexos de apoio à moradia, por não ter onde guardar ferramentas, batatas e outros bens que não podem ser guardados em casa.
Costa aponta "excesso de otimismo"
O primeiro-ministro disse ontem que "sempre" lhe pareceu um "excesso de otimismo" pensar que todas as casas afetadas pelo incêndio de Pedrógão Grande poderiam estar prontas antes do Natal. "Isso era não ter consciência do grau de destruição", frisou António Costa, que destacou o "esforço extraordinário" das entidades envolvidas na "resposta de emergência"que incluiu o apoio aos feridos, às famílias e às empresas.
Governo quer "dar vida" ao interior
Fazer da floresta um "fator de riqueza e de emprego", de forma a revitalizar e "dar vida" às regiões do Interior do País é a próxima meta do Governo.
Aprovados apoios de 12 milhões de euros
Estão aprovadas 35 candidaturas de empresas afetadas pelo incêndio, com apoios de 12 milhões de euros. Dois milhões já foram pagos.
400 cabazes de Natal para vítimas
O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões, em Tábua, entregou ontem 400 cabazes de Natal às famílias afetadas pelos fogos de outubro. A oferta inclui os produtos tradicionais da época natalícia. "Vai ajudar a passar o Natal. É muito importante", refere Luís Nunes, uma das vítimas que perdeu tudo, conseguindo salvar apenas a casa.
Fernando Tavares Pereira, presidente da associação, diz que é uma pequena ajuda para quem perdeu quase tudo. "Queremos lembrar-lhes que estamos cá para os apoiar", sublinha, ao acrescentar que a associação já apoiou 2500 pessoas de diferentes concelhos.
PORMENORES
Marcelo "familiar"
A Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande convidou o Presidente da República a passar o Natal com eles por ser "um familiar do coração". "Marcelo apoiou-nos desde o primeiro momento, disse que gostava de passar o Natal connosco, por isso foi um convite natural", disse ao CM a vice-presidente, Dina Duarte.
Comandante "sem perfil"
"Estas escolhas [nomeação do novo comandante da Proteção Civil] recaem sobre pessoas superinteligentes, que num ano letivo fazem três. Quinze disciplinas feitas ao molho. Não estou a dizer que está ilegal, mas tem a ver com a consciência de quem aceita o cargo", ironizou ontem Jaime Marta Soares, da Liga de Bombeiros, sobre as alegadas irregularidades na licenciatura de António Paixão."Penso que não tem o perfil adequado para o lugar", disse.
Militares limpam terrenos
"A partir de 15 de março, se o proprietário não limpar, as autarquias, com apoio das forças de segurança, se necessário as Forças Armadas, têm mandato para intervir, limpando as áreas em torno de casas e aglomerados", anunciou o ministro Eduardo Cabrita.
Prazo máximo até maio
O responsável pela Proteção Civil diz que "tudo deve ser limpo até 15 de maio, em torno das estradas, vias férreas, habitações e aglomerados populacionais". "Ninguém aceitará desculpas jurídico formais ou a pior desculpa, que é o desleixo".
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