Sindicatos reiteram legalidade de greve dos professores e vão processar ministro da Educação

Fenprof diz que nota emitida a contestar a legitimidade da greve é inconstitucional e antidemocrática.
Por Lusa|12.10.18
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A Fenprof reiterou esta sexta-feira a legalidade do pré-aviso de greve dos professores e anunciou que os sindicatos vão processar o ministro da Educação, por entenderem que a nota emitida a contestar a legitimidade da greve é inconstitucional e antidemocrática.

"Já foi decidido com os nossos advogados que aquela nota por ser ilegal, inconstitucional, violadora da lei da greve e intimidatória de trabalhadores relativamente à greve, nós -- a Fenprof e todos os outros sindicatos -- iremos avançar com uma ação em tribunal contra o ministro da Educação e os secretários de Estado enquanto responsáveis políticos do Ministério da Educação (ME). Vamos meter uma ação contra os responsáveis políticos do ME. Uma vez que a nota não é assinada por ninguém, diz apenas ME, iremos avançar com esta ação em tribunal contra o responsável máximo, que é o ministro", disse à Lusa Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

O sindicalista, que tem assumido o papel de porta-voz da frente sindical que junta dez estruturas representativas de professores na luta contra o Governo pela contagem integral do tempo de serviço congelado, reagia desta forma à nota do ME enviada esta sexta-feira aos sindicatos e às escolas para contestar "a legitimidade" da paralisação convocada pelos sindicatos a partir da próxima segunda-feira e até 31 de dezembro, a todo o trabalho extraordinário dos professores.

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