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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

6 mil condutores não respeitaram lugares para deficientes

Números divulgados pela GNR.

09 de janeiro de 2018 às 16:01

No ano passado, seis mil condutores foram autuados por não respeitarem os lugares de estacionamento para pessoas com deficiência. Os números foram avançados pela GNR esta terça-feira, durante a apresentação dos resultados  do "Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência" (PAPcD), na Escola da GNR, em Queluz.

O programa, que resulta da cooperação entre a Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (FENACERCI) e a Guarda Nacional Republicana (GNR), foi criado a 3 de dezembro de 2014, e tem como principais objetivos prevenir e evitar situações de negligência, abuso, violência e maus-tratos contra pessoas com deficiência, assim como sensibilizar a população para os direitos de igualdade das pessoas com deficiência.

A operacionalização deste programa é garantida através do número nacional de emergência (112) e através do número nacional de emergência para surdos, designado "SMS-Segurança" (96 10 10 200), que permite aos surdos ou pessoas com dificuldades auditivas enviarem uma mensagem escrita. Segundo os dados apresentados pela GNR, durante o ano passado, o SMS-Segurança foi utilizado por 247.

O projecto PAPcD "é o cumprimento dos direitos dos grupos mais vulneráveis da nossa sociedade e, por isso, exige um trabalho de cooperação que diminua as distâncias e aproxime as oportunidades", afirmou Julieta Sanches, presidente da FENACERCI e mãe de uma deficiente intelectual severa.

A presidente da FENACERCI deixou um desafio ao Governo "no sentido de serem garantidos os apoios ao aprofundamento deste projecto", sendo necessário "mais recursos de formação, informação e sensibilização para prevenir situações de violência doméstica, maus-tratos e abuso às pessoas com deficiência".

Já Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, que é cega, também esteve presente na sessão e destacou o trabalho conjunto de duas organizações  "com culturas e funções diferentes, mas que trabalham para melhorar e garantir as condições de segurança de pessoas com deficiências visuais, surdas e deficientes motoras".

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