"Ainda não é prevalente, mas a tendência é que seja conforme aconteceu com todas as outras variantes", afirmou o titular da pasta da Saúde nos Açores.
Os Açores detetaram, até ao momento, 45 casos de infeção por SARS-CoV-2 da variante Ómicron, menos de 10% dos casos ativos na região, revelou esta quarta-feira o secretário regional da Saúde, admitindo que o número venha a aumentar.
"Ainda não é prevalente, mas a tendência é que seja conforme aconteceu com todas as outras variantes", afirmou o titular da pasta da Saúde nos Açores, Clélio Meneses, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.
Segundo o secretário regional, os Açores têm atualmente 479 casos ativos de infeção, "dos quais 45 da nova variante", e a ilha de São Miguel "representa cerca de 80% dos novos casos".
"Desde o início do mês, tivemos nos Açores 724 novos casos confirmados, sendo o maior aumento na última semana, em que se verificou a ocorrência de 378 casos", revelou.
Segundo Clélio Meneses, este aumento era "previsível", tendo em conta a evolução da pandemia a nível mundial e a existência de "uma nova variante com um elevado grau de transmissibilidade".
"A perspetiva é de que, conforme aconteceu no resto do mundo, na Europa e a nível nacional, as próximas semanas sejam semanas intensas de casos", admitiu, acrescentando que o impacto será maior ou menor "consoante o comportamento de cada um".
As faixas etárias entre os zero e os 10 anos, entre os 31 e os 40 anos e entre os 41 e 50 anos são as que apresentam "maiores taxas de incidência, a rondar cada uma delas 20%".
"Felizmente, a partir dos 70 anos temos tido taxas entre 1 e 2%, derivado ao sucesso do processo vacinal na Região Autónoma dos Açores", salientou o governante.
Clélio Meneses indicou ainda que 84% da população tem vacinação completa contra a covid-19, acrescentando que a taxa de positividade é elevada entre as pessoas que não estão vacinadas.
"Havendo cerca de 15% de açorianos não vacinados, a taxa de casos positivos não vacinados no último mês representa 42%, o que diz bem da importância da vacinação", apontou.
O impacto da vacinação é verificado também na severidade da doença e na necessidade de internamento, segundo o secretário regional da Saúde.
"Dos dois doentes nos Açores em unidade de cuidados intensivos, um é não vacinado e o outro tem um conjunto severo de comorbilidades e um processo infeccioso profundo que não tem diretamente relação com covid", afirmou.
Quanto aos outros oito doentes internados em enfermaria, Clélio Meneses disse que cinco não estão vacinados e, dos três vacinados, dois estão internados por outros motivos e um está em "situação moderada".
O titular da pasta da Saúde nos Açores apelou ao cumprimento das normas de contenção da pandemia de covid-19, mas rejeitou "alarmismos".
"Não devemos ser alarmistas, nem podemos ser desleixados. O ponto de equilíbrio entre o alarmismo e o desleixo é a responsabilidade. Cada um de nós é o principal agente de combate à pandemia", frisou.
"A pandemia ainda não acabou. A situação dos Açores é significativamente melhor do que no resto do país, na Europa e no mundo, mas não podemos ser negligentes. É essencial mantermos atenção, cuidado e respeito", acrescentou.
Os Açores têm 479 casos ativos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a doença covid-19, dos quais 380 em São Miguel, 42 na Terceira, 28 em Santa Maria, 16 na Graciosa, seis no Faial, quatro nas Flores e três no Pico.
Estão internados com covid-19 na região 10 doentes, nove no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel (dois em unidade de cuidados intensivos), e um no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira.
Segundo revelou hoje o secretário regional da Saúde, a região tem 84% da população com vacinação completa contra a covid-19 e foram administradas cerca de 35.000 doses de reforço.
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