Correio da Manhã
JornalistaO primeiro-ministro, António Costa, fala esta sexta-feira ao País após a reunião do Conselho de Ministros desta tarde.
O estado de emergência foi renovado até dia 16 de março após a aprovação no Parlamento, esta quinta-feira.
António Costa fala ao País
O primeiro-ministro, António Costa, começa por anunciar que a reunião do Conselho de Ministros de hoje aprovou, sem qualquer alteração, a renovação do decreto de lei aprovado há 15 dias.
Marta Quaresma Ferreira
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"Não é ainda o tempo do desconfinamento"
"Estamos melhor mas longe de alcançar os números desejados", confessa António Costa, justificando a necessidade de manter as medidas "como estão".
"Não é ainda o tempo do desconfinamento", acrescenta, salientando também que, apesar das melhorias, as mesmas são relativas.
Apesar de o País se encontrar melhor relativamente à pior situação vivida, se compararmos o número de casos diários que temos agora com os do desconfinamento da primeira vaga, verificamos que o número é quatro vezes superior a 4 de maio. No entanto, quando comparado com os números de internados, verifica-se ainda um número extremamente elevado de internados.
Costa admite que a situação do País está longe da situação do primeiro estado de contingência.
Marta Quaresma Ferreira
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Incidência da nova variante justifica "prudência"
A incidência da variante britânica caracteriza-se atualmente por alta transmissibilidade e representa uma percentagem de 49% dos atuais casos verificados em Portugal. Esta situação justifica igualmente uma" maior prudência" em relação ao desconfinamento.
Marta Quaresma Ferreira
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Mais de 80% de pessoas com mais de 80 anos vacinados até ao final de março
O plano de vacinação contra a Covid-19 tem sido a ser executado, avança o chefe do Executivo, referindo que têm sido utilizadas todas as vacinas disponibilizadas.
"Até ao final de março temos mais de 80% de pessoas com mais de 80 anos vacinados e mais de 50 anos com comorbilidades", avança, garantindo o cumprimento da meta de ter vacinação integral de todos os maiores de 50, mas admitindo que não está assegurada a vacinação dos grupos de risco da forma que estava prevista devido a constrangimentos com a vacina da farmacêutica AstraZeneca.
Marta Quaresma Ferreira
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Governo vai apresentar o plano de desconfinamento do País dentro de 15 dias
O Governo vai apresentar o plano de desconfinamento do País dentro de 15 dias, no próximo dia 11 de março.
"Tal como fizemos há um ano, será seguramente um plano gradual, que progressivamente irá abrangendo sucessivas atividades", referiu Costa, acrescentando que, "tal como há um ano, será guiado por critérios que nos permitam ir medindo a evolução da pandemia".
"Neste momento estarmos a falar do plano de desconfinamento é distrair os cidadãos do essencial que é: temos que nos manter confinados nos próximos 15 dias", alerta o primeiro-ministro.
Marta Quaresma Ferreira
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Alterações no plano de vacinação da Covid-19
Sobre o plano de vacinação da Covid-19, e apesar das decisões na matéria serem da responsabilidade da DGS e do Infarmed, Costa explica que uma vez que há menor produção de vacinas, consequentemente há menor distribuição das mesmas.
Uma vez que a vacina da AstraZenenca não é aplicável a toda a população (somente a pessoas até aos 65 anos), este fator provocou igualmente um ajuste no plano.
Uma das soluções para cumprir o objetivo da vacinação, segundo Costa, foi usar a margem da farmacâutica para o prazo de inoculação da segunda dose da vacina.
Marta Quaresma Ferreira
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"O que todos desejamos é que nos próximos 15 dias tenhamos mais avanços significativos"
"Tal como temos feito desde há cerca de um ano procedemos à avaliação quinzenal da evolução da pandemia", diz Costa, referindo que o conjunto de medidas é pensado e definido em função desta mesma evolução.
"O que todos desejamos é que nos próximos 15 dias tenhamos mais avanços significativos para nos recolocarmos numa situação de segurança que permita outra avaliação do nível de medidas que deve constar do próximo Estado de Emergência", remata.
Marta Quaresma Ferreira
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Desconfinamento deverá começar com reabertura das escolas
Relativamente às escolas, Costa recorda que "é sabido que o governo resistiu o mais que pode à necessidade do encerramento das escolas porque temos a noção do custo elevadíssimo que tem para o processo de aprendizagem e é um dos fatorores de desigaldade".
Uma vez que foi a última medida a ser tomada, o primeiro-ministro afirma que é natural que a reabertura das escolas seja a primeira medida a tomar aquando do desconfinamento.
Marta Quaresma Ferreira
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António Costa: "Diria que neste momento vivemos numa fase perigosa"
O grau de confinamento voluntário tem vindo a diminuir, havendo agora uma maior mobilidade. Costa sublinha que o índice de transmissibilidade, o RT, apresentou uma ligeira subida devido a esse fator.
"Diria que neste momento vivemos numa fase perigosa", admite, referindo-se a uma ilusão que existe de que "o pior está totalmente passado e que não corremos o risco de regredir".
Neste ponto, o primeiro-ministro recorda a necessidade de evitar a todo o custo "que tenhamos que andar para trás", numa altura em que se assinala um ano desde o primeiro caso da doença confirmado em Portugal.
"Excederam-se todas as expetctativas relativamente ao que pensávamos que podia acontecer. Ninguém imaginava que vinha uma variante britânico", reconhece.
O chefe do Executivo sublinha que o País tem conseguido "controlar bem" os casos de variantes brasileiras e sul africanas, mas alertou no entanto para a previsão de mais estirpes.
"Estando nós, neste momento, numa boa trajetória no número de novos casos e redução nos internados, redução em UCI e redução de óbitos, temos muito pela frente para poder melhor", relembra, admitindo que "não queria contribuir para criar ilusão".
Marta Quaresma Ferreira
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União Europeia procura respostas para melhorar eficácia dos pedidos de vacinas da Covid-19
Relativamente à vacinação, o Governo afirma que a União Europeia está atualmente a trabalhar em três linhas: assegurar que os contratos das vacinas da Covid-19 sejam cumpridos, encontrar parcerias com farmacêuticas para novos locais de produção de forma a aumentar a quantidade de vacinas produzidas e compreender como é que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) consegue, sem sacrifícios, acelerar os processos de apreciação que se encontram ainda pendentes.
Marta Quaresma Ferreira
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