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Correio da Manhã

Sociedade
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Apoio à greve cirúrgica leva ao corte de relações com Enfermeiros

Médicos e secretário de Estado-Adjunto da Saúde rejeitam afirmações da bastonária.
Susana Pereira Oliveira e João Saramago 6 de Fevereiro de 2019 às 09:10
Ana Rita Cavaco, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros
Bastonária dos enfermeiros
Francisco Ramos
Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos 
Ana Rita Cavaco, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros
Bastonária dos enfermeiros
Francisco Ramos
Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos 
Ana Rita Cavaco, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros
Bastonária dos enfermeiros
Francisco Ramos
Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos 
As posições favoráveis da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, para com a greve nos blocos operatórios levou o secretário de Estado-Adjunto da Saúde a suspender relações com a Ordem.

Francisco Ramos acusou a bastonária de ter "extravasado as atribuições" por ter "vindo apoiar publicamente" a greve "cirúrgica". No entanto, o gabinete da ministra Marta Temido explicou mais tarde que o corte de relações apenas vincula Francisco Ramos.

Para Ana Rita Cavaco, o corte "confirma a má vontade do Governo", e lembrou que, no ano passado, aquando da greve dos médicos, o bastonário Miguel Guimarães apoiou a paralisação e chegou a prestar declarações com os sindicatos na sede da Ordem dos Médicos. "Não estou a ver a diferença. Há mesmo dois pesos e duas medidas", disse.

A Ordem dos Médicos (OM) condenou, por sua vez, "as declarações falsas que atentam contra a dignidade dos seus profissionais", proferidas pela bastonária dos Enfermeiros e pela presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros, Lúcia Leite.

"Sugerir que os médicos internos não são médicos e que tomam menos decisões clínicas do que os enfermeiros são proclamações estéreis", avançou a OM, frisando que os internos têm "um horário de trabalho de 40 horas por semana, contrariamente aos enfermeiros, que têm horário de 35 horas".

Reconhecendo que "o Serviço Nacional de Saúde não está bem", Miguel Guimarães disse que a "situação é insustentável".

Já José Barros, diretor clínico do Centro Hospitalar Universitário do Porto, denunciou que os enfermeiros não cumpriram os serviços mínimos decretados.

Sindicato alega boicote por parte do Ministério
A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros diz que vai apresentar uma denúncia à Procuradoria-Geral da República a pedir que averigue suspeitas de tentativa de boicote à greve por parte do Ministério da Saúde.

Segundo Lúcia Leite "no dia 30 de janeiro foi enviado um email do gabinete da ministra para os conselhos de administração dos hospitais a exigir que os enfermeiros trabalhassem no extremo, a 100%".

O Ministério da Saúde rejeita qualquer suspeição de boicote à greve.
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