Relatório das linhas vermelhas alerta para “tendência crescente nas hospitalizações”. Pior situação no Norte - 81% das camas em UCI ocupadas.
O número de internamentos por Covid-19 está a aumentar de forma preocupante, alerta a Direção-Geral da Saúde e o Instituto Ricardo Jorge (INSA) no relatório das linhas vermelhas.
“A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são elevados, com tendência crescente nas hospitalizações”, refere o documento, sublinhando que “tendo em conta o rápido aumento de casos, mesmo tendo em consideração a menor gravidade da variante Ómicron, é provável um aumento de pressão sobre todo o sistema de saúde e na mortalidade”. São recomendadas, por isso, “a manutenção de todas as medidas de proteção individual e a intensificação da vacinação de reforço”.
Os internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), no dia 5, correspondiam “a 62% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas” - na semana anterior representavam 59%. A situação mais grave vive-se na região Norte, onde, na última quarta-feira, estavam ocupados 81% dos lugares em Intensivos - 61 dos 75 disponíveis. Segue-se a região Centro, com 27 das 34 camas em UCI preenchidas (79%), e o Algarve, com uma ocupação de 61% (14 de 23 têm doentes). Em Lisboa e Vale do Tejo estão ocupadas 54 camas das 103 que existem (52%) e no Alentejo só estão preenchidos dois dos 20 lugares (10%). Esta sexta-feira foram internados mais 42 infetados, para um total de 1353, dos quais 161 (+3) em Intensivos.
O número de novos casos foi de 2777 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, “com tendência fortemente crescente a nível nacional e em todas as regiões”. A proporção de testes positivos foi de 10,6% (na semana anterior foi de 6,7%). O peso dos diagnósticos notificados com atraso foi de 12,8%, quase o dobro da semana passada. Os casos isolados em menos de 24 horas após a notificação é agora de 64%, face aos 81% de há sete dias. Apenas 26 dos 308 concelhos do País estão abaixo do patamar mais elevado de incidência. A variante Ómicron representa já 92,5% das infeções.
Europa não quer redução
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças não recomenda menos tempo de isolamento para não vacinados, mas admite-o para os inoculados, embora avisando que, quanto mais curto for este período, maior o “risco residual”.
Mortalidade é a esperada
A taxa de incidência de síndrome gripal baixou de 59,9 para 13,3 casos por cada 100 mil habitantes, na semana de 27 de dezembro a 2 de janeiro. Segundo o INSA, a mortalidade por todas as causas está “dentro do esperado para esta época”.
Autotestes dão errado
As autoridades da Irlanda e da Alemanha estão a desaconselhar a venda e utilização de autotestes da marca Genrui devido a casos de falsos positivos. Em Portugal foram recebidas 7 queixas de falsos positivos.
restaurantes querem apoio a fundo perdido
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no superior 2ª-feira
O Ministério da Ciência recomendou o regresso das atividades presenciais no Ensino Superior na 2.ª-feira. Devem cumprir regras sanitárias e garantir que alunos em isolamento realizem exames.
Apoio à família corta um terço do salário dos enfermeiros
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