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Benavente estima prejuízos em 10 milhões de euros devido às tempestades e reforça orçamento

Presidente da câmara afirma que a prioridade passa por "dar respostas imediatas à população".

27 de fevereiro de 2026 às 18:26

A câmara de Benavente contabilizou cerca de 10 milhões de euros em prejuízos causados pelas recentes tempestades no concelho, levando a autarquia a reforçar o orçamento municipal em mais 8,6 milhões para financiar intervenções urgentes.

Em comunicado, o município explica que a primeira revisão ao orçamento e às grandes opções do plano foi aprovada na última reunião da Assembleia Municipal, com votos favoráveis da AD (PSD/CDS-PP), CDU e PS, e a abstenção do Chega, permitindo um acréscimo de 8.667.153,35 euros às contas do município.

Citada no comunicado, a presidente da câmara, Sónia Ferreira, afirmou que a prioridade passa por "dar respostas imediatas à população", começando "pela reparação das infraestruturas afetadas pelas tempestades e cheias", de forma a repor "o mais depressa possível as condições normais para habitantes, empresas e coletividades".

A autarca acrescentou que, perante a necessidade de investimento, a câmara decidiu "gerir com rigor os recursos financeiros disponíveis", optando por cortar algumas iniciativas, nomeadamente o Festival do Arroz Carolino, libertando cerca de 500 mil euros "para intervenções urgentes". A decisão foi unânime entre todas as forças políticas representadas na autarquia.

Segundo o município, os fenómenos meteorológicos extremos provocaram danos significativos em infraestruturas, equipamentos públicos, vias e edifícios, com prejuízos estimados em cerca de 10 milhões de euros, valor ao qual acrescem custos operacionais já suportados pela autarquia.

Apesar de Benavente estar abrangido pelo quadro de apoios definido pelo Governo para situações de calamidade, a câmara sublinha que a revisão orçamental reflete a opção de assumir um "esforço financeiro relevante para garantir uma recuperação célere e estrutural", reforçando também a capacidade de resposta do sistema municipal de proteção civil.

Entre as prioridades identificadas estão investimentos em equipamentos de comunicação e autonomia energética dos serviços essenciais, incluindo os das juntas de freguesia e da proteção civil.

A autarquia refere que o atual sistema municipal "carece de reformas" e que importa corrigir "problemas de gestão de recursos estratégicos", prevendo a aquisição prioritária de geradores e rádios.

A revisão orçamental contempla ainda a reparação de coberturas de edifícios municipais, instalações sociais e estruturas associativas danificadas pelas intempéries.

Entre os reforços financeiros aprovados destaca-se também a Estratégia Local de Habitação, com uma dotação adicional de 400 mil euros para futuras aquisições, reabilitações e construção, e mais 400 mil euros destinados a obras em estradas e caminhos afetados pelas depressões e cheias.

Foi também criada uma nova rubrica destinada ao projeto de reabilitação do Celeiro dos Arcos, edifício centenário cuja intervenção é considerada prioritária.

Pelo menos 18 pessoas morreram em Portugal entre janeiro e fevereiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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