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Bombeiros contra fecho das urgências de obstetrícia do Barreiro

Federação diz que num distrito como o de Setúbal, com 900 mil habitantes, decisão "aumenta pressão sobre o socorro".

27 de fevereiro de 2026 às 01:30

A Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal (FBDS), que representa todas as corporações da península de Setúbal e Alentejo Litoral, está contra a decisão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de encerrar as urgências de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro.

Segundo a FBDS, esta é uma decisão que "representa um sério risco para a segurança de grávidas e recém-nascidos". Os últimos dados disponíveis, relativos a 2022, mostram, segundo a Federação, que o Centro Hospitalar do Barreiro-Montijo, do qual faz parte o hospital do Barreiro, fez 1585 partos. Foi, segundo a FBDS, um aumento face ao ano anterior.

A instabilidade na assistência a grávidas na zona de Setúbal tornou a mesma uma das mais afetadas pelo fenómeno dos partos fora de ambiente hospitalar. Só no ano passado, diz o órgão representante dos bombeiros, ocorreram mais de 150 partos, a nível nacional, "em contexto pré-hospitalar". Por isso, num distrito com cerca de 900 mil habitantes, o fecho da urgência de obstetrícia e ginecologia do hospital do Barreiro, ao fazer com que haja um desvio de doentes para os hospitais de Almada e Setúbal, vem "aumentar a pressão sobre o socorro". "Apelamos ao Governo e autoridades de saúde para que reavaliem esta decisão", concluiu a FBDS. 

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