Veículos partem das corporações de Cabo Ruivo e Ajuda, em Lisboa; Cascais e Camarate (Loures).
A partir das 8h00 deste sábado estão disponiveis para reforçar a resposta do INEM, sete ambulâncias dos bombeiros.
Os veículos estão operacionais na sede da Liga de Bombeiros Portugueses, em Lisboa. As sete viaturas partem das corporações de Cabo Ruivo, Arruda dos Vinhos e Ajuda, em Lisboa; de Camarate (Loures), de Cascais, de Paço de Arcos e do Dafundo.
A cedência ocorre depois de um encontro entre os comandos da corporações. Estiveram na reunião Ricardo Pastor (Cabo Ruivo), Pedro Pereira (Arruda dos Vinhos), Luís Martins (Camarate) e António Alves Pereira (Ajuda).
O acordo seria mais tarde transmitido ao presidente da Liga, António Nunes, que comunicou o reforço ao INEM.
Sabe ao CM que numa primeira fase as ambulâncias estão operacionais ao fim de semana entre as 8h00 e as 20h00.
A decisão surge depois do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses ter afirmado esta sexta-feira, no Fundão, que a solução para os constrangimentos no socorro não está no aumento do número de ambulâncias, mas numa melhor articulação entre todas as entidades.
António Nunes falava aos jornalistas à entrada da primeira reunião do ano do conselho executivo, que foi descentralizada, no dia em que colocou ao serviço mais duas ambulâncias na margem sul do Tejo e disponibilizou ao INEM um acréscimo de cinco viaturas para dar resposta a este período considerado mais crítico devido ao pico de gripes.
"Este reforço funcionará durante um curto período de tempo para se poder acorrer a todas as situações não só da margem sul, mas também em Lisboa e Vale do Tejo, para que não haja qualquer dúvida de que os bombeiros estão a fazer parte da solução", afirmou o presidente da Liga.
Mas, António Nunes ressalvou que "não vale a pena pensar que é aumentando o número de ambulâncias que se resolve o problema.
Os bombeiros têm cerca de 1600 ambulâncias a operar no continente, portanto têm capacidade operacional para responder a todas as chamadas de emergência. Mas, é preciso uma maior articulação e coordenação".
"É também preciso que os hospitais cumpram a sua parte", acrescentou, defendendo que quando os utentes chegam aos hospitais, deve ser feita uma tiragem rápida e imediatamente devolvidas as macas para que as ambulâncias voltem a estar disponíveis.
O presidente da LBP fez esta ressalva "para evitar alguma confusão na opinião pública, de que os bombeiros, em algum momento, estão a falhar às suas populações".
António Nunes chamou a atenção para outro aspeto que mudou em termos de resposta: "Até há alguns anos, o hospital de referência era sempre o hospital mais próximo. Agora, não é assim. O hospital de referência é onde há a oportunidade de um atendimento especializado".
"Por exemplo, estamos no Fundão e daqui, provavelmente o transporte que fariam em 45 minutos, agora fazem em três horas", o que também provoca constrangimentos na disponibilidade das ambulâncias, esclareceu.
"As ambulâncias que temos são suficientes. É preciso é fazer um contrato-programa com cada corpo de bombeiros e, acima de tudo, garantir uma situação que não foi garantida no passado e é inaceitável, que é não pagar a tempo e a horas", considera.
A LBP está consciente da escassez de recursos e lembra que o INEM "tem o seu orçamento muito baseado na questão de uma taxa dos seguros, que é 2,5%, o que é insuficiente". António Nunes apontou duas soluções: "Ou os recursos do Ministério da Saúde aumentam o orçamento de financiamento do INEM, ou dentro de um princípio de que os cidadãos devem contribuir com uma taxa para terem à sua disposição um meio de socorro especializado, deve aumentar a taxa dos seguros de 2,5% para 3% ou para 3,5%".
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