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Castelo de Leiria sob avaliação de estabilidade para abrir até 22 de maio

Monumento Nacional e destino mais procurado por turistas em Leiria foi bastante afetado pelas diversas tempestades.

26 de fevereiro de 2026 às 19:26

O Castelo de Leiria está a ser alvo de uma "avaliação técnica detalhada" para garantir a estabilidade do monumento, depois do impacto do mau tempo, avança a autarquia, que pretende a reabertura de portas até 22 de maio.

Monumento Nacional e destino mais procurado por turistas em Leiria, o Castelo foi bastante afetado pelas diversas tempestades.

A depressão Kristin derrubou cerca de 90% das árvores no interior, além de diversas outras no exterior, tendo sido ainda responsável pela derrocada de um trecho de uma muralha construída no século XX.

Atualmente decorre a análise às condições de estabilidade do Castelo e zona envolvente que, admite a autarquia em resposta à agência Lusa, pode estar afetada.

"A queda com arranque radicular [de árvores] expôs os sistemas de raízes e originou cavidades e descontinuidades superficiais no maciço terroso", explicou o município.

Como a vegetação tem "papel relevante na estabilidade superficial dos taludes, contribuindo para o reforço mecânico do solo através das raízes e para a regulação hídrica por evapotranspiração", a "remoção súbita desse reforço natural, associada a episódios de precipitação intensa e prolongada, conduz ao aumento da saturação e erosão do solo".

Situações como as ocorridas durante a calamidade, "potenciam instabilidades superficiais que podem levar a derrocadas, sobretudo em zonas com vertentes mais íngremes, onde a cobertura vegetal foi perdida e onde se registou elevada infiltração de água".

Com base na observação preliminar, sabe-se que as zonas mais suscetíveis são as vertentes orientadas a Poente e a Norte, menos capazes de recuperar de precipitação intensa.

"A conjugação entre declive acentuado, perda de cobertura vegetal e características geológicas locais constitui um fator determinante na suscetibilidade à instabilidade", acrescenta o município.

Só após a avaliação será possível perceber o real risco de derrocada, mas foram já determinadas medidas preventivas.

Além do encerramento do Castelo ao público, foi suspenso o trânsito numa das vias que circunda o monumento a norte, a rua Cristiano Cruz.

A intenção é reabrir o Castelo até 22 de maio, Dia do Município, mas tal está condicionado "à conclusão das avaliações de estabilidade e à implementação das medidas de mitigação consideradas necessárias", para garantir "condições de segurança estrutural e geotécnica para visitantes e trabalhadores".

As intervenções a realizar estão dependentes da monitorização em curso, que visa "fundamentar tecnicamente as decisões a tomar" para, depois, avançar com a "identificação de eventuais necessidades de intervenção".

Daí decorre que "não existem [ainda] dados consolidados que permitam estimar os custos de eventual intervenção", que aguarda "um diagnóstico técnico completo".

Quanto ao investimento necessário para a recuperação do monumento, apesar de ser gerido pelo município, a Câmara de Leiria frisa que o Castelo de Leiria "é classificado como Monumento Nacional e constitui propriedade do Estado".

Por isso, "neste enquadramento jurídico e patrimonial, cabe ao Estado assegurar as condições necessárias à sua, reabilitação e valorização, incluindo o financiamento das intervenções que se revelem indispensáveis".

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