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Cientistas revelam papel fundamental do hidrogénio na formação estelar

Resultados foram obtidos utilizando a máquina Stardust, uma instalação única concebida para produzir análogos de poeira cósmica em condições controladas.

05 de maio de 2026 às 01:24

Uma equipa de cientistas demonstrou o papel fundamental que o hidrogénio desempenha na formação de poeira cósmica em gigantes vermelhas, estrelas de baixa ou média massa que se aproximam do fim das suas vidas.

O trabalho, liderado por investigadores do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha, tem importantes aplicações astrofísicas e foi alcançado utilizando uma instalação que replica fenómenos cósmicos em grande escala à nanoescala.

Os resultados foram obtidos utilizando a máquina Stardust, uma instalação única concebida para produzir análogos de poeira cósmica em condições controladas.

As conclusões da investigação foram publicadas na segunda-feira na revista Nature Astronomy, noticiou a agência Efe.

"A poeira cósmica é um dos ingredientes fundamentais do universo", explicou José Ángel Martín-Gago, diretor do Instituto de Ciência dos Materiais de Madrid (ICMM-CSIC) e um dos principais investigadores do estudo.

Embora à primeira vista possa parecer uma componente menor, "estas minúsculas partículas sólidas desempenham um papel crucial na evolução das galáxias, na formação de estrelas e planetas e na química do meio interestelar", especificou Gonzalo Santoro, autor principal do artigo e investigador do Instituto de Estrutura da Matéria (IEM-CSIC).

Liderado pelo Instituto de Ciência dos Materiais de Madrid (ICMM-CSIC) e pelo Instituto de Estrutura da Matéria (IEM-CSIC), o trabalho contou com a participação de vários centros do CSIC (o Instituto de Nanociência e Materiais de Aragão, o Instituto de Ciência e Tecnologia de Polímeros e o Instituto de Física Fundamental), bem como dos institutos franceses IRAP-CNRS e Universidade de Toulouse.

Os investigadores propuseram uma abordagem que combina astroquímica experimental, espetroscopia, microscopia eletrónica e modelação teórica, e conseguiram reproduzir em laboratório algumas das condições químicas presentes neste tipo de estrelas.

O resultado mais relevante deste trabalho é a demonstração do papel do hidrogénio como "promotor da formação de grãos de carboneto de silício", explicou Santoro num comunicado divulgado pelo CSIC (Conselho Superior de Investigação Científica de Espanha).

O investigador especificou que o estudo mostrou que, quando a densidade de hidrogénio molecular é elevada, o carbono e o silício interagem muito mais do que quando o hidrogénio está ausente, uma vez que inicia uma cadeia de reações químicas.

Para além do interesse astrofísico, os investigadores salientaram que o trabalho ilustra como a astroquímica laboratorial permite conectar processos nanoscópicos com fenómenos cósmicos de grande escala.

Elogiaram ainda como a combinação eficiente de experiências controladas, técnicas avançadas de caracterização e modelação teórica abre novos caminhos para a compreensão de como se formam os grãos de poeira que, milhões de anos depois, acabam por se tornar parte de planetas, meteoritos ou até da matéria que compõe o sistema solar.

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