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Comissão Europeia prolonga sistema de imagens por satélite Copernicus

Sistema ajuda as autoridades a compreender a situação no terreno e a avaliar os danos provocados pelo mau tempo, apoiando as suas operações.

05 de fevereiro de 2026 às 15:37

A Comissão Europeia prolongou esta quinta-feira o acesso das autoridades portuguesas ao sistema de imagens por satélite Copernicus e afirmou estar a acompanhar de perto a situação do mau tempo em Portugal.

Em resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia para a Gestão de Crises, Eva Hrncirova, indicou que o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE) da União Europeia tem estado em "contacto estreito com as autoridades de proteção civil de Portugal".

Eva Hrncirova referiu que o CCRE já está a apoiar as autoridades portuguesas e decidiu prolongar o acesso ao sistema Copernicus, o programa europeu de observação da Terra, que fornece imagens de satélite que ajudam na identificação zonas afetadas.

O sistema "ajuda as autoridades a compreender a situação no terreno e a avaliar os danos, apoiando as suas operações", afirmou.

A porta-voz reiterou ainda que a Comissão Europeia ainda não recebeu qualquer pedido de Portugal para ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, mas está "disponível para ajudar" se for solicitada.

Portugal ativou o Serviço de Gestão de Emergências Copernicus às 13h40 de 28 de janeiro, dia em que parte do território nacional foi severamente atingido pela depressão Kristin, segundo disse na semana passada a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

"Esta ativação decorre da necessidade de recolher imagens de satélite das áreas afetadas (...), bem como de proceder à produção de produtos de análise de impacto da depressão Kristin", explicou então a ANEPC em comunicado.

Esta segunda-feira, o presidente da Proteção Civil disse que "não se justifica" ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, sustentando que tem regras e não serve "para pedir telhas nem lonas", e afirmando que "Portugal ainda não esgotou a sua capacidade" de resposta.

O Chega e o PS já instaram o Governo a ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, enquanto o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, revelou ter perguntado ao primeiro-ministro o motivo para não recorrer a este mecanismo.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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