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Correio da Manhã

Sociedade
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Conheça a primeira portuguesa no curso de submarinista

Militar diz ao CM que não espera favores ou facilidades.
Sérgio A. Vitorino 2 de Janeiro de 2018 às 08:39
Noémie Freire
Noémie Freire
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Noémie Freire
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Noémie Freire
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Noémie Freire
Noémie Freire
"A minha mãe e as avós estão mais nervosas. O meu marido apoia e o filho já sabe de tudo." Noémie Freire, de 29 anos, começa sexta-feira o curso de submarinista. É a primeira mulher a tentar a entrada na especialidade de elite da Marinha portuguesa. O curso demorará pelo menos 9 meses, com "grande exigência nas matérias teóricas e muita prática".

A militar conta ao CM que também sente "nervosismo". "Por ser a primeira, desperto mais atenção, uma vez que até hoje os submarinos eram apenas para militares do sexo masculino".

Atraída pelo "desafio pessoal e profissional" de conhecer "um meio naval de subsuperfície", após vários anos a trabalhar em fragatas da Marinha, Noémie Freire decidiu candidatar-se depois de, em março do ano passado, ter embarcado quatro horas no 'Arpão'.

A recente tragédia na Argentina - uma explosão no submarino 'San Juan' matou os 44 tripulantes, incluindo Eliana Krawczyk, a primeira mulher submarinista da América do Sul - é o motivo de nervosismo da mãe e avós de Noémie Freire. "Expliquei-lhes que um acidente no mar tanto pode acontecer num meio à superfície como em submarinos."

Noémie Freire não espera "facilidades nem favores" por ser pioneira no curso, que tem 7 alunos e um estágio em Cartagena, Espanha, para treino de resgate. "Pretendo ser tratada da mesma maneira que os homens", exige.

A militar, de Pombal, nascida em Paris, entrou na Marinha há exatamente 11 anos. Tem um filho de 3 anos.
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